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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Mais um escândalo em Betim/MG: Encontro de casais de 2ª união!




Prezados amigos,

Salve Maria!

Sem rodeios, Betim/MG tem virado uma Babilônia. Após um padre pregar a contracepção na Santa Missa, após padres se unirem ao PT e fazerem dos púlpitos palanque eleitoral em favor do PT, após proibirem a celebração da Missa de Sempre, contrariando a ordem dos Papas São Pio V e Bento XVI, agora chegou a vez dos “casais de segunda união”.

No mês passado, o nosso amigo de todas as horas (informativo Nossa Senhora do Carmo) foi louvado neste blog por ter atacado veementemente os protestantes a respeito da maternidade exclusiva da Virgem Maria para com Nosso Senhor, entretanto, conforme nos adverte o Livro dos Provérbios, XXVI, 11, não demorou muito para o dito informativo voltar à sua órbita de disparates.

Este mesmo jornalzinho, já bem conhecido nosso, que já noticiou que o Bispo local proibiu missas nas casas, já incentivou a “comunhão na mão”, e tantas outras incontáveis coisas estranhas, desta vez, nº. 18, Ano 2, trás em seu bojo nada mais nada menos que o “I Encontro de Casais de 2ª União”. É isso mesmo que os senhores leram! “I Encontro de Casais de 2ª União”.

O texto começa parecendo um texto católico: “O mal sabe que para destruir as coisas de Deus se deve começar pelo enfraquecimento de nossas famílias”.

Ora! Isso é obvio, entretanto, alguém tem de avisar, POR CARIDADE, para o Pároco da Igreja de Nossa Senhora do Carmo que se começa enfraquecendo a família e os valores cristãos criando encontros para casais de ditas “segundas uniões”... Pensemos meus caros, e antes, pedimos desculpas por ser tão elementar e raso o pensamento, mas pensemos: Se seremos “acolhidos”, justificados e tomados como normais ao divorciar e contrair novo contrato civil, o que faz o casal manter-se vinculado um ao outro “na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, todos os dias da sua vida”?

Estes nefastos encontros dos tais “Casais de 2ª União” só faz enfraquecer os valores cristãos de família e bons costumes.

O texto começa com uma visão católica e logo em seguida, vem um discurso abertamente liberal. Como combater o divórcio promovendo encontros de casais de segunda união? Alguém pode explicar isso, pelo amor de Deus? É o mesmo que querer combater a morte de um moribundo dando-lhe veneno.

Continuemos com o texto: “Querendo acolher a todos os casais que por diversos motivos se afastaram da Igreja ou se sentem excluídos do convívio eclesial, realizaremos o I Encontro de Casais de 2ª União. Este encontro terá como orientação pastoral do Diretório da Pastoral Familiar, elaborado pela Igreja do Brasil e aprovado pelo Papa.”

Pois bem: “acolher a todos os casais que por diversos motivos se afastaram da Igreja” se faz da seguinte forma: Abrindo um catecismo (que pode ser facilmente baixado aqui) explicando explicitamente os 6º e 9º Mandamentos da Lei de Deus. Deve-se condenar o erro e o divórcio! Deve-se condenar as uniões não regularizadas (concubinato, por exemplo) e as ditas 2ªs uniões que podem virar 3ªs e 4ªs... Hoje o que interessa a muitos párocos são “igrejas” cheias. Como conseguirão isso é o que menos importa. O que importa é que os “fiéis” saiam até pelas janelas e em nome dos números, perde-se a qualidade, perde-se almas, o que é muito mais sério.

Continua o texto dizendo que o encontro se arrimará num tal Diretório da Pastoral Familiar elaborada por ninguém mais que a “Igreja do Brasil” com aprovação, dizem eles, “do Papa”. Imaginem o que contém neste documento que ajuda a promover encontros de casais de segunda união...

Continuemos: “A missão da Igreja é levar a todos o Evangelho, a boa nova do amor de Deus por seus filhos e filhas. Cremos firmemente que Deus não faz acepção de pessoas.” Ótimo! Vamos lá: Catequese básica: Nosso Senhor, na sua Gloriosa Ascensão disse aos Apóstolos: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura”. Ótimo. Neste mesmo Evangelho que Nosso Senhor manda pregar está escrito: “Eu [Nosso Senhor], porém, vos digo: todo aquele que rejeita sua mulher, a faz tornar-se adúltera, a não ser que se trate de matrimônio falso; e todo aquele que desposa uma mulher rejeitada comete um adultério” (São Mateus V, 32). Ora! Se a Igreja de Nossa Senhora do Carmo diz que a sua missão é levar o Evangelho a todos, então, no malfadado encontro de casais de segunda união, queremos ver o Pároco ler este trecho a todos os presente e explicá-lo à luz da Sagrada Tradição e do Sagrado Magistério, sem rodeios, sem achismos, sem subjetivismo ou ambigüidades.

Num outro texto, Nosso Senhor é mais claro ainda: “Chegaram os fariseus e perguntaram-lhe, para o pôr à prova, se era permitido ao homem repudiar sua mulher. Ele respondeu-lhes: Que vos ordenou Moisés? Eles responderam: Moisés permitiu escrever carta de divórcio e despedir a mulher. Continuou Jesus: Foi devido à dureza do vosso coração que ele vos deu essa lei; mas, no princípio da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher; e os dois não serão senão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. Não separe, pois, o homem o que Deus uniu. Em casa, os discípulos fizeram-lhe perguntas sobre o mesmo assunto. E ele disse-lhes: Quem repudia sua mulher e se casa com outra, comete adultério contra a primeira. E se a mulher repudia o marido e se casa com outro, comete adultério.” (os grifos não contém nos originais, é claro). (São Marcos X, 2-12)

Pronto, Reverendo Pároco, explique este texto aos seus paroquianos à luz da Sagrada Tradição e do Sagrado Magistério!

Vamos seguir o texto. Continua o Informativo: “Neste encontro que será realizado no dia 10 de novembro de 2013, aprofundaremos a verdade e a riqueza do Sacramento do Matrimônio e da Eucaristia.” (grifos nossos). Muito bem! Não se esqueça, Reverendo Pároco, de dizer que o Sacramento do Matrimônio é indissolúvel, não se esqueça de dizer que os divorciados e os que vivem em 2ª união encontram-se em pecado mortal, não se esqueça de dizer o destino dos infelizes que morrem em pecado mortal, não se esqueça de dizer que aqueles que estão divorciados e/ou em 2ª união não podem se aproximar da mesa de comunhão, já que estão dispostos a dizer a Verdade.

E, se estão dispostos à dizer e aprofundar a verdade, gostaríamos que o Reverendo Pároco dissesse aos “casais” participantes deste encontro que os que comungam em pecado mortal fazem comunhão sacrílega e que “comem e bebem a sua própria condenação”. (I Cor XI, 29)

Aproveitem o encontro para falar sobre os Novíssimos do Homem (se é que algum dos organizadores já ouviu falar nisso), morte, juízo, inferno e paraíso. Aproveitem o encontro para falar sobre a Preparação para a morte segundo o método de Santo Afonso Maria de Ligório. Aproveitem o encontro para dizer aos divorciados para voltarem para os seus esposos/as e seus filhos antes que a morte os assaltem e tenham de prestar conta dos seus atos diante o Justo Juiz.

Por fim, o texto termina assim: “Teremos momentos de oração e partilha sobre a importância da família diante do amor de Deus. Convocamos a todos os paroquianos para criarmos um ambiente acolhedor em nossa Paróquia, pois acolher é missão de todos nós e não apenas do pároco.”. Muito bem! Esperamos que fique claro neste nefasto encontro de fato a importância da família diante do amor de Deus. Esperamos que compreendam que a família é um projeto Divino e que para acabar com este projeto, basta colocarmos nos calendários paroquiais mais encontros destes (aliás, basta um por milênio).

No texto, conforme se depura de fotografia abaixo, a figura que ilustra o texto é um ícone da Sagrada Família de Nazaré. Neste caso, nos abstemos de adentrar neste assunto que profana a estampa por ser tão asqueroso associar a Sagrada Família ao conteúdo do texto e não queremos cometer nenhuma “injustiça”.

Pois bem. Para finalizar, gostaríamos de advertir aos organizadores deste maldito evento, bem como ao Reverendo Pároco Willamy Moreira Feijó, que denunciaremos este “encontro” simultaneamente à Cúria Metropolitana deste Arcebispado, à Nunciatura Apostólica e ao Pontifício Conselho para a Família, sem prejuízo de outras denúncias à Congregação para a Doutrina da Fé e à Congregação para o Clero.

Aos leitores deste blog, encorajamos a fazer o mesmo. Os endereços das instituições acima declinadas seguem abaixo. Abarrotemos as caixas de correios e os e-mails das “autoridades eclesiásticas” e mostremos à esta gente que não estamos mortos e que não estamos a fim de trocar a Verdade Católica por nada, que quer que seja.

Ressaltamos que este blog encontra-se aberto à manifestação do Reverendo Pároco Willamy Moreira Feijó e/ou outros organizadores do “evento”.

Que a Sagrada Família de Nazaré rogue por todos os casais fiéis às promessas feitas no dia do seu matrimônio e que jamais violem-nas, sobretudo, não cometa pecado mortal, tão cruciante ao Sagrado Coração de Jesus.

ARQUIDIOCESE DE BELO HORIZONTE | CÚRIA METROPOLITANA
Arcebispo S. Excia. Revma. D. Walmor Oliveira de Azevedo
Av. Brasil, 2079 | Bairro Funcionários | CEP 30140-002 | Belo Horizonte - MG - Telefones: Geral: 31 3269-3100 | Mitra: 31 3269-3131 | Chancelaria: 31 3269-3194

NUNCIATURA APOSTÓLICA NO BRASIL
Excelência Reverendíssima Dom Giovanni D'Aniello, Núncio Apostólico no Brasil
SES Avenida das Nações quadra 801 lote 1
CEP: 70.401-900 - Brasília / DF
Caixa Postal 153 CEP: 70.359-970
Tel: (61) 3223-0794 / 0916
Fax: (61) 3224-9365
E-mail: nunapost@solar.com.br

PONTIFICIUM CONSILIUM PRO FAMILIA 
(Pontifício Conselho para a Família)
Excelência Reverendíssima Dom Vincenzo Paglia
00120 Città Del Vaticano – ROMA
Fax 39-06-6988.7272

SECRETARIA DE ESTADO DA SANTA SÉ
Eminência Reverendíssima Dom Tarcisio Cardeal Bertone
Palazzo Apostolico Vaticano
00120 Città Del Vaticano – ROMA
Tel. 06.6988-3438 Fax: 06.6988-5088
1ª Seção Tel. 06.6988-3014
2ª Seção Tel. 06.6988-5364
e-mail: vati026@relstat-segstat.vavati023@genaff-segstat.va ; vati032@relstat-segstat.va

CONGREGAÇÃO PARA O CLERO
Eminência Reverendíssima Dom Mauro Cardeal Piacenza:
Piazza Pio XII, 3 00193 – Città del Vaticano – ROMA
Tel: (003906) 69884151, fax: (003906) 69884845
Email: clero@cclergy.va (Secretário)

CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ
Excelência Reverendíssima Dom Gerhard Ludwig Müller
Palazzo del Sant’Uffizio, 00120 Città del Vaticano
E-mail: cdf@cfaith.va – Tel. 06.6988-3438 Fax: 06.6988-5088




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sábado, 4 de maio de 2013

Dom Caetano, venha para Betim/MG!!

 “É melhor resultar algum escândalo de se dizer a verdade, do que deixar abandonada e indefesa a mesma verdade”. - São Gregório Magno [1]


Prezados amigos,

Salve Maria!

Já faz algum tempo que não damos notícias da cidade de Betim/MG. Por aqui, as coisas continuam da mesma forma: os padres continuam desobedientes à Bula Quo Primum Tempore do Papa São Pio V, ao Summorum Pontificum do Papa Bento e à ordem do seu bispo local, D. Luiz Gonzaga Fecchio. Ou seja, com este histórico de desobediência não há que se estranhar que nada tenha mudado por aqui (nem que seja para pior). O Padre Ernesto Cardozo continua a nos atender com a administração dos Sacramentos da Eucaristia e da Penitência, eventualmente Batismo e complemento deste, com catequeses católicas, sem máculas de politicagem e/ou protestantismo carismatóide.

As missas continuam a ser celebradas nas casas devido a intransigência dos párocos e assim vamos levando a nossa vida cristã: com o Santo Rosário em punho e revestidos da armadura de Deus e de São Miguel Arcanjo.

Ultrapassadas as notícias, vamos ao que nos interessa:

Aos 29 dias do mês de abril, os fiéis católicos brasileiros (e até mesmo do exterior), assistiram abobados em um episódio o de uso de uma ferramenta totalmente em desuso e esquecida nestas terras tupiniquins: um famoso Padre – Beto – da Diocese de Bauru/SP foi simplesmente E-X-C-O-M-U-N-G-A-D-O [2] pelo seu bispo Dom Caetano Ferrari que, desde já, recebe os nossos cumprimentos e felicitações pela coragem e valentia. Mas, vejamos: O que nos intrigou é que o ex-padre Beto foi excomungado, segundo o sítio daquela Diocese, por: “O referido padre feriu a Igreja com suas declarações consideradas graves contra os dogmas da Fé Católica, contra a moral e pela deliberada recusa de obediência ao seu pastor (obediência esta que prometera no dia de sua ordenação sacerdotal), incorrendo, portanto, no gravíssimo delito de heresia e cisma cuja pena prescrita no cânone 1364, parágrafo primeiro do Código de Direito Canônico é a excomunhão anexa a estes delitos. Nesta grave pena o referido sacerdote incorreu de livre vontade como consequência de seus atos.” (os grifos não contém no original).

Bom! Voltemos ao texto supracitado: O padre Beto foi excomungado da Igreja pelo seu bispo por ter caído em “heresia e cisma”  e “por ter ferido a Igreja com suas declarações consideradas graves contra os dogmas da Fé Católica, contra a moral e pela deliberada recusa de obediência ao seu pastor.”! Puxa! Quanta coisa!

Um dia posterior a excomunhão do, agora, ex-padre Beto, o Juiz Instrutor do caso, declarou que, o Padre Beto foi excomungado “porque ele se negou categoricamente a cumprir o que prometera em sua ordenação sacerdotal: fidelidade ao Magistério da Igreja e obediência aos seus legítimos pastores” conforme nota da Diocese de Bauru/SP.

Mas, passemos a analisar as condutas de algumas figuras que foram “denunciadas” no blog desta associação e, sem querer julgar o mérito das declarações (porque não somos juízes de nenhum tribunal, tampouco eclesiástico) pensemos:

Aqui em Betim/MG, temos um padre que, abertamente, prega a contracepção e ainda diz que “para uma mulher engravidar hoje, ela tem de ser ARTISTA” (sic!), violando as Cartas Encíclicas Casti Connubi do Papa Pio XI e a Humanae Vitae do Papa Paulo VI tão amado e idolatrado pelos modernistas de plantão.

Acreditem se quiser, mas aqui em Betim/MG também temos padres que estão à serviço do PT (Partido dos Trabalhadores), violando as Carta Encíclicas “Quanta Cura” do Papa Pio XI e a  Quod Apostolici Muneris do Papa Leão XIII. Aqui, poderíamos citar vários papas, inclusive João XXIII, Paulo VI e o tão devotado João Paulo II que defendem o afastamento dos católicos com as doutrinas perversas do comunismo/socialismo. O Santo Ofício, em 1949 emitiu um Decreto Contra o Comunismo para toda a Igreja proibindo os católicos a se filiarem ou apoiarem os partidos comunistas, SOB PENA DE EXCOMUNHÃO AUTOMÁTICA!

Aqui em Betim/MG tem padres que celebram “Missa” conga, violando a Carta Encíclica “Mortalium Animus” do Papa Pio XI.

Aqui em Betim/MG tem padre que incentiva o povo a comungar nas mãos, profanando o Corpo de Deus, e violando a Instrução Inaestimabile Donum do Papa João Paulo II;

Os padres de Betim/MG se negam até a presente data, cumprir a ordem do seu bispo local, D. Luiz Gonzaga Fecchio, recusando obediência ao seu legítimo pastor, obediência esta que prometeram no dia das suas ordenações.

E para fechar com chave de ouro: Um padre de Belo Horizonte/MG que é a favor de a mãe “optar pelo término” da gravidez em caso de anencéfalos, violando o V Mandamento da Lei de Deus.

Prezados leitores, pedimos desculpas por fazer os senhores ler tantos descalabros, mas elencamos aqui apenas algumas coisas que acontecem nas paróquias de Betim/MG e BH. Se fôssemos enumerar todas as aberrações que vimos e ouvimos, ficaríamos aqui até sabe Deus quando...

Será que já não passou da hora de alguém fazer alguma coisa para que cessem estes escândalos na Arquidiocese de Belo Horizonte?

Na mesma Bula que excomungou o Padre Beto, D. Caetano lembra aos Bispos que: “Uma das obrigações do Bispo Diocesano é defender a Fé, a Doutrina e a Disciplina da Igreja.”

As vezes a inércia das “Autoridades” nos trás um pouco de indignação. São João Crisóstomo nos dizia que: “Aquele que não se enraivecer quando a razão o exige, comete um pecado grave; pois a paciência não regulada pela razão, propaga os vícios, favorece as negligências e leva ao mal, não somente os maus mas, sobretudo, os bons.” [3]

Santa Catarina de Sena, grande Santa da Igreja nos diz que “os membros do Corpo de Cristo se corrompem porque ninguém os castiga. (...) Seria mister uma justiça forte para castigá-los: a demasiada compaixão é, às vezes, uma grande crueldade.” [4]

Para um bom entendedor, meia palavra basta...

Neste mês de maio, peçamos à Virgem que Ela nos dê pastores segundo o Coração do Seu Filho que nos apascente com inteligência e sabedoria. [5]


************

Notas:

[1] São Gregório Magno, Humil. 7, in Ezech.

[2] Excomunhão: Os excomungados são aqueles que por faltas graves são fulminados com excomunhão pelo Papa ou pelo Bispo, e portanto são separados, como indignos, do corpo da Igreja, a qual espera e deseja a sua conversão. Deve-se temer grandemente a excomunhão, porque é o castigo mais grave e mais terrível que a Igreja pode infligir aos seus filhos rebeldes e obstinados. Os excomungados ficam privados das orações públicas, dos Sacramentos, das indulgências e excluídos da sepultura eclesiástica. Nós podemos auxiliar de alguma maneira os excomungados e todos os outros que estão fora da verdadeira Igreja com advertências salutares, com orações e boas obras, suplicando a Deus que pela sua misericórdia lhes conceda a graça de se converterem à Fé e de entrarem na comunhão dos Santos. (cf. Catecismo de São Pio X)

[3] São João Crisóstomo: Hum. XI, in nath.

[4] De uma carta de Santa Catarina de Siena a Gerard Du Puy, abade de Marmoutier.

[5] Jeremias, III, 15.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Arcebispo de Porto Alegre visita Loja Maçônica...

Prezados amigos,

Salve Maria!

Mais um Arcebispo visita uma Loja Maçônica. Desta vez o de Porto Alegre/RS.


Vejam aqui e aqui.

Vejam aqui também que o Papa Leão XIII condena a maçonaria.

Aqui o Cardeal Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, hoje o Papa Bento XVI, diz que:

"Permanece portanto imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçônicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçônicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão." (grifos nossos)

Kyrie Eleison

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Padres de Betim/MG a serviço do PT!


“Socialismo religioso, socialismo cristão, são termos contraditórios: ninguém pode ao mesmo tempo ser bom católico e socialista verdadeiro” (Pio XI)

Prezados amigos,

Salve Maria!

É cediço de todos que, em Betim/MG, não temos missa tridentina regular. Quem atende os fiéis da cidade a respeito de catequese tradicional e sacramentos na forma antiga é o Padre Ernesto Cardozo.

Em contato com alguns padres desta diocese, as desculpas para não celebrar missa antiga são diversas e dentre elas, um esquivo que nos deixou, esta semana, muito pensativos: “Não tenho tempo para aprender o rito e celebrar missa tridentina”. Huuuummmm...

Esta semana, lançaram na internet um abaixo assinado dos padres desta cidade em favor de S. Excia., a Sra. Prefeita Maria do Carmo Lara Perpétuo, prefeita eleita pelo Partido dos Trabalhadores para a gestão de 2.009/2.012, que disputa a reeleição para o cargo. (veja aqui, e aqui também)

Nesta missiva, não queremos tratar de assunto político partidário, apenas de cunho espiritual, o que nos interessa NESTE MOMENTO.

É sabido e ressabido que o Partido dos Trabalhadores (PT) é um partido comunista e da mesma forma, estamos carecas de saber que a todo católico é terminantemente proibido filiar-se a partidos comunistas e/ou mantê-los, SOB PENA DE EXCOMUNHÃO.

O Papa Pio XI, na Carta Encíclica “Quanta Cura”, diz que:

“E, apoiando-se nos funestíssimos erros do comunismo e do socialismo, asseguram que a "sociedade doméstica tem sua razão de ser somente no direito civil”. (os grifos não contêm no original)

Já o Papa Leão XIII, na Quod Apostolici Muneris, nos adverte a:

“Não ajudar o socialismo - 34. Tomai ademais sumo cuidado para que os filhos da Igreja Católica não dêem seu nome nem façam favor nenhum a essa detestável seita.”
“28.Porque enquanto os socialistas, apresentando o direito de propriedade como invenção humana contrária a igualdade natural entre os homens; enquanto, proclamando a comunidade de bens, declaram que não pode tratar-se com paciência a pobreza e que impunemente se pode violar a propriedade e os direitos dos ricos, a Igreja reconhece muito mais sabia e utilmente que a desigualdade existe entre os homens, naturalmente dissemelhantes pelas forças do corpo e do espírito, e que essa desigualdade existe até na posse dos bens. 29. Ordena, ademais, que o direito de propriedade e de domínio, procedente da própria natureza, se mantenha intacto e inviolado nas mãos de quem o possui, porque sabe que o roubo e a rapina foram condenados pela lei natural de Deus”.

“Entretanto, embora os socialistas, abusando do próprio Evangelho para enganar mais facilmente os incautos, costumem torcer seu ditame, contudo, há tão grande diferença entre seus perversos dogmas e a puríssima doutrina de Cristo, que não poderia ser maior” (nº 14).

Ainda, Leão XIII na Encíclica “Diuturnum”, diz que:

“Daquela heresia (protestantismo) nasceu no século passado o filosofismo, o chamado direito novo, a soberania popular, e recentemente uma licença, incipiente e ignara, que muitos qualificam apenas de liberdade; tudo isso trouxe essas pragas que não longe exercem seus estragos, que se chamam comunismo, socialismo e nihilismo, tremendos monstros da sociedade civil”

Aqui, poderíamos citar vários papas, inclusive João XXIII, Paulo VI e o tão devotado João Paulo II que defendem o afastamento dos católicos com as doutrinas perversas do comunismo/socialismo.

O Santo Ofício, em 1949 emitiu um Decreto Contra o Comunismo para toda a Igreja proibindo os católicos a se filiarem ou apoiarem os partidos comunistas, SOB PENA DE EXCOMUNHÃO AUTOMÁTICA! Senão, vejamos:

DECRETUM CONTRA COMMUNISMUM
Decreto do Santo Ofício de 1949

Q. 1 Utrum licitum sit, partibus communistarum nomen dare vel eisdem favorem praestare.
[Acaso é lícito dar o nome ou prestar favor aos partidos comunistas?]
R. Negative: Communismum enim est materialisticus et antichristianus; communistarum autem duces, etsi verbis quandoque profitentur se religionem non oppugnare, se tamen, sive doctrina sive actione, Deo veraeque religioni et Ecclesia Christi sere infensos esse ostendunt.

Q. 2 Utrum licitum sit edere, propagare vel legere libros, periodica, diaria vel folia, qual doctrine vel actioni communistarum patrocinantur, vel in eis scribere.
[Acaso é lícito publicar, propagar ou ler livros, diários ou folhas que defendam a ação ou a doutrina dos comunistas, ou escrever nelas?]
R. Negative: Prohibentur enim ipso iure

Q. 3 Utrum Christifideles, qui actus, de quibus in n.1 et 2, scienter et libere posuerint, ad sacramenta admitti possint.
[Se os cristãos que realizarem concientemente e livremente, as ações conforme os n°s 1 e 2 podem ser admitidos aos sacramentos?]
R. Negative, secundum ordinaria principia de sacramentis denegandis iis, Qui non sunt dispositi

Q. 4 Utrum Christifideles, Qui communistarum doctrinam materialisticam et anti Christianam profitentur, et in primis, Qui eam defendunt vel propagant, ipso facto, tamquan apostatae a fide catholica, incurrant in excommunicationem speciali modo Sedi Apostolicae reservatam.
[Se os fiéis de Cristo, que declaram abertamente a doutrina materialista e anticristã dos comunistas, e, principalmente, a defendam ou a propagam, "ipso facto" caem em excomunhão ("speciali modo") reservada à Sé Apostólica?]
R. Affirmative.

Queremos novamente salientar que esta publicação não tem a serventia de fazer propaganda política para os adversários do PT, trata-se apenas de mostrar aos leitores do que se ocupam os "cura das almas" (padres) de Betim/MG.

Enfim, os padres não tem tempo para rezar missa, mas tem tempo para fazer campanha política para partidos comunistas? Será que S. Excia. D. Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo desta Arquidiocese vai permitir que a sua arquidiocese se transforme em curral eleitoral??

Leia aqui os três passoas para se escolher um candidato.
Abaixo seguem:

1. Foto comprobatória do alegado;



2. Vídeos instruindo fiéis a respeito dos partidos comunistas/socialistas.





sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Escândalo: "missa jovem"

Prezados amigos,

Salve Maria!

Vejam o vídeo estarrecedor abaixo.

O santo Cura D’Ars, São João Maria Vianney dizia que “Os cristãos que entram num baile deixam o seu Anjo da Guarda na porta, e é um demônio que o substitui; portanto, logo passa a haver na sala tantos demônios quantos dançarinos.”.

Infelizmente não precisamos mais ir para bailes para que o nosso anjo da guarda se separe de nós e que os demônios nos assaltem.
Vejam o vídeo, leia a frase acima do Santo e tirem suas conclusões...

“Sofrermos com paciência as injúrias que nos atingem é digno de louvor, mas é excesso de impiedade tolerar pacientemente as injúrias feitas contra Deus” (São Tomás de Aquino, Suma Teológica 2a. 2ae., q. 136, a
. 4, ad. 3)

Alguém sabe dizer qual é a diocese desta Paróquia?


terça-feira, 31 de julho de 2012

Os destruidores da liturgia Católica

Padre Michel Boniface, FSSPX
(REVISTA SEMPER, no. 95, maio-junho de 2008)

 

O movimento litúrgico desviado

Começaram bem e terminaram mal: assim poderia ser resumida a tragédia de alguns monges que, desviando-se um pouco, fizeram naufragar todo o movimento litúrgico. Dom Lambert Beauduin[1], Dom Casel[2], Pius Parsh[3], Romano Guardini[4] etc., estes homens não foram a voz da Tradição Católica genuína. Quiseram usar a Liturgia de acordo com suas ideias pessoais e não transmitiram o que haviam recebido das mãos santas de Papas, bispos e sacerdotes que os precederam. Influenciados pelo espírito de seu tempo, quiseram fabricar Liturgias; menosprezaram o que haviam recebido e decidiram retirar da Liturgia tudo o que a Igreja havia feito durante dois mil anos, sem levar em conta que o Espírito Santo influenciou sobre o que fora transmitido. Padre Bonneterre disse que “o duplo pecado mortal do movimento litúrgico desviado é a busca de um arqueologismo desenfreado que se traduz no desprezo, não apenas da Liturgia barroca do Concílio de Trento, mas também da Liturgia da Idade Média. O que conta é a arqueologia dos primeiros séculos, que eles vão a ressuscitar artificialmente[5].


Dom Casel (1886-1948)
Alguém[6] dizia: “Dom Casel nos fez sair do beco sem saída das teorias pós-tridentinas do Sacrifício[7]. Isto significa que Dom Casel, monge alemão, destruiu toda a barreira que o Concílio de Trento havia levantado contra a heresia protestante, que nega a realidade do Sacrifício da Missa. Dom Casel e seus companheiros triunfaram, e suas ideias penetraram profundamente no Catolicismo através do Concílio Vaticano II e a Missa Nova fabricada por ideólogos[8].


Dom Lambert Beauduin (1873-1960)
Este sacerdote entra, em 1906, com a idade de 33 anos, na Abadia de Mont-César[9] (Bélgica), fundada pelos monges de Maredsous[10] em 1899. Rapidamente descobre na Liturgia, seguindo São Pio X, um maravilhoso meio de formar os fiéis na vida cristã. Durante alguns anos, trabalha muito bem. Infelizmente, Dom Lambert gradualmente se desvia do caminho reto e, finalmente, desvia os fins da Liturgia, insistindo mais sobre a pastoral litúrgica.
Após a Primeira Guerra Mundial, Dom Lambert torna-se um entusiasta propagandista do Ecumenismo, ou seja, a reunião de todos os cristãos; suas ideias continham graves erros e eram muito perigosas para os católicos. Antes do Concílio Vaticano II (1962-1965), Dom Lambert já havia traçado o plano ecumênico que hoje destrói a Igreja Católica. “Nosso monge, rapidamente, sem confessá-lo, vai fazer passar suas concepções ao ‘Movimento Litúrgico’; vai trabalhar (seus sucessores ainda mais do que ele) para adaptar a nossa Liturgia católica romana às necessidades do apostolado, melhor ainda, às urgências da união das Igrejas”[11].


Em 1926, o diplomático Roncalli, futuro João XXIII, dizia que o método de seu amigo Dom Lambert era “o bom”. O Papa Pio XI e o Cardeal Merry del Val diziam o oposto. E por esta razão, em 1928, Pio XI publicou a Encíclica Mortalium animos, verdadeira carta do ecumenismo católico genuíno. Dom Lambert foi julgado duas vezes por sua atitude perigosa e foi afastado da Bélgica, seu País natal. Na França, lugar de seu desterro, trabalhou e semeou suas ideias revolucionárias nas mentes de muitos sacerdotes. Teve muita influência por ser um entusiasta de primeira.

Para os modernistas, o Movimento litúrgico desviado será uma arma para fazer da Liturgia, acima de tudo, um meio de apostolado; para fazer curvar a Liturgia às exigências do apostolado. De teocêntrica, a Liturgia será antropocêntrica. O homem estará no centro da Liturgia, e não mais Deus. Pior, após a condenação do Modernismo por parte de São Pio X, os modernistas, corruptores da Fé Católica, se aproveitam da Liturgia para continuar modificando a Igreja por dentro, e para conduzi-la ao caos atual (Para entender um pouco o problema, leia a Encíclica Pascendi[12] de São Pio X e a Humani Generis de Pio XII, que denunciam o Modernismo e a Nova Teologia).


Seu plano resume-se nisto:

1. Adaptar a Liturgia às necessidades do apostolado.
2. Urgência na união das Igrejas a todo custo.
3. Não dissociar o Ecumenismo da Liturgia, que inocula as ideias nas almas.


Em 1946, o Padre Duployé fazia esta confidência: “Tivemos contato com os representantes das diferentes Igrejas cristãs. Dom Beauduin sempre nos ensinou a não dissociar Ecumenismo e Liturgia”. O mesmo padre dizia que o Movimento litúrgico, na França, sob a influência de Dom Lambert, pôs em marcha uma gigantesca revolução que não mais domina. “Os riscos existem, e são temíveis”, confessa o padre Duployé. “Constituímos um posto avançado no clero francês. Não falamos a mesma linguagem da maioria dos párocos, e, se a maior parte do Episcopado segue nossos esforços com simpatia, cuja sinceridade não ponho em dúvida, [isso] pode muito bem coincidir com uma ignorância quase completa dos princípios que nos guiam... Entre este ponto avançado e a maioria do clero francês, devemos vigiar, segundo uma tática que tem sido muito bem realçada... para que não se criem intervalos... devemos saber calar e saber esperar. Publicamente, não podemos que apresentar ao clero o pão bem cozido. Desde o início dos nossos esforços, falamos de adaptação e evolução litúrgica. Às vezes me pergunto se não nos enganamos com estas palavras... Estamos sobre uma máquina lançada em alta velocidade. Somos, contudo, capazes de conduzi-la? Confesso-lhe, para terminar, meu cansaço e meus temores[13].

Isto foi revelado em 1968 por um discípulo de Dom Lambert. Os liturgistas modernos atuam como uma associação de iniciados: eles sabem o que querem, mas os outros recebem pão cozido, não sabem para onde os iniciados os conduzem.


 

A Santa Sé e o Movimento Litúrgico

Em 20 de novembro de 1947, Pio XII, através da Encíclica Mediator Dei, com discernimento e uma extraordinária habilidade, mantém tudo o que há de bom no Movimento Litúrgico, e condena veementemente os desvios. O Papa diz: “notamos, com muita apreensão, que há algumas pessoas muito ávidas de novidades e que se afastam do caminho da sã doutrina e da prudência (...), comprometem esta santíssima causa, e frequentemente até a contaminam de erros que atingem a Fé Católica e a doutrina ascética”[14].


O Papa condena as novidades temerárias

“(...) deve-se, todavia, reprovar severamente a temerária audácia daqueles que introduzem de propósito novos costumes litúrgicos ou fazem reviver ritos já caídos em desuso e que não concordam com as leis e as rubricas vigentes. (...) está fora do caminho quem quer restituir ao altar a antiga forma de mesa[15]. O Papa termina a encíclica colocando os Bispos em guarda contra a introdução de “uma falsa doutrina, que altera a própria noção da Fé” Católica[16]. Infelizmente, esta falaz doutrina produziu a nova Missa.

A tática dos modernistas é: organizar-se a nível nacional e internacional; produzir muitos temas que tratam de todas as questões litúrgicas; propagar suas ideias e apresentá-las aos Bispos favoráveis a eles; depois de ter convencido os Bispos, incentivá-los para que apresentem ao Vaticano essas ideias e desejos dos liturgistas modernistas como se fossem os desejos dos Bispos, dos sacerdotes e do povo católico. Eles também utilizam os documentos do Papa para uma finalidade contrária às intenções do Papa.

Em nível europeu, os revolucionários utilizaram a Mediator Dei para continuar a subversão litúrgica. Eles perderam o sentido católico primordial da Liturgia, e suas reformas fizeram-no perder aos católicos com a mudança da Liturgia a partir do Vaticano II.

Os dirigentes mais perigosos do movimento litúrgico eram apoiados e protegidos pelos mais altos dirigentes da Igreja. Como poderia o Papa Pio XII suspeitar que os peritos que os cardeais Bea e Lercaro tanto elogiaram eram, na verdade, os mais perigosos inimigos da Igreja? Assim que Pio XII morreu, Dom Lambert Beauduin disse a seus companheiros[17]: “Se elegerem Roncalli, tudo estará salvo: ele será capaz de convocar um concílio e consagrar o ecumenismo[18].

Em 1958, Roncalli foi eleito; e, como Papa João XXIII, abriu as portas da Igreja à revolução litúrgica e ecumênica, através do inoportuno e atípico Concílio Vaticano II; reabilitou também os teólogos modernistas – Yves Congar[19] e Karl Rahner[20] – condenados por Papa Pio XII; apoiou com todo seu poder de Papa a reforma da Liturgia; esta suposta reforma foi uma autêntica revolução luterana, que causou tantos escândalos, tantos sacrilégios[21] e tantas ruínas espirituais, morais e materiais na Igreja Católica.





 

Fonte: Ecce Christianus (espanhol) com adapt. nossas.
Tradução e algumas notas: Giulia d’Amore.

Para quem quiser saber mais sobre Congar e Rahner e seu companheiro Lubac, leia o texto do Pe. Dominique Bourmaud, FSSPX, aqui: Os Três Mosqueteiros Modernistas.


[1] Lambert Beauduin: (1873-1960) monge da Abadia beneditina de Mont-César na Lovaina (Bélgica), iniciou, em 1909, um movimento litúrgico pelo “renascimento” da Liturgia. Começa a planejar a fundação de um mosteiro pela unidade dos cristãos e, em 1924, por causa da carta Equidem Verba, que Pio XI endereça ao abade primário da Ordem beneditina para chamar sua atenção para a questão da unidade, resolve começar seu projeto. Funda, em 1926, a “Pela Unidade das Igrejas”, em Amay, sendo o primeiro prior. Em 1939, a comunidade muda para a Abadia beneditina de Chevetogne (Bélgica), mas Beauduin não é mais o prior: foi excluído da abadia em 1932 por seu caráter temperamental: recusava-se a aceitar a Encíclica Mortalium animos de Pio XI, o qual estava preocupado com o desenvolvimento do ecumenismo. A Abadia de Chevetogne é única em seu gênero e  foi colocada sob o signo do ecumenismo pelo próprio Beauduin, que construiu duas igrejas no local, uma de rito latino, dedicada a Jesus de Nazareth, e outra de rito bizantino, dedicada à Exaltação da Santa Cruz. A notoriedade do prior se desenvolve fortemente, graças aos contatos com personalidades de diversas Igrejas Cristãs (ortodoxa, anglicana, protestante), através da hospedagem de visitantes, a celebração litúrgica segundo as tradições bizantina e latina e, a partir de 1942, sobretudo pela organização de congressos teológicos. A comunidade de Chevetogne o fez aparecer como o pioneiro da unidade dos cristãos. Contribuiu com a evolução da atitude da Igreja Católica em prol do ecumenismo, que se tornará doutrina oficial do CVII, em 1962. Depois de mais de 20 anos de “exílio” (1959), é reintegrado à comunidade com o status de hóspede. A comunidade de Chevetogne tem fortes liames com a Comunhão Anglicana e as Igrejas derivadas da Reforma Protestante. Sobre a Equidem Verba: é um breve apostólico do Papa Pio XI, escrito por instigação de Mons. d´Herbigny, em 21 de março de 1924, no qual instruiu ao Abade Primaz da Confederação Beneditina, Fidelis von Stotzingen (1913-1947), para que fundasse uma congregação interritual de especialistas, por causa do apelo do monasticismo no Oriente. O Abade Fidelis não compreendia como o Papa pudesse apoiar um monge sanguíneo, de imaginação extremada, quase desprezador da Igreja Ocidental e muito inclinado às atividades ao ar livre, mas também não sabia da influência exercida sobre o Papa por Mons. d´Herbigny – Michel-Joseph Bourguignon d'Herbigny, 1880-1957, bispo jesuíta francês; em 1937, após o fracasso na sua missão de manter a Fé Católica na Rússia (comparada ao Cavalo de Troia), foi privados de seus poderes episcopais, sem que fossem divulgadas as razões (Yves Chiron, 2004, Pie XI: 1857-1939. p. 191) – e pelo Cardeal belga Mercier Désiré-Félicien-François-Josep Mercier, 1851-1926, Arcebispo de Bruxelas-Mechelen de 1906 até falecer, foi criado Cardeal em 1907 –, simpatizantes do unionismo, influenciados que estavam pelas Conferências de Malinas, centradas na figura do protestante Lord Halifax (Charles Lindley Wood, 2º Visconde de Halifax, 1839-1934, presidente da E.C.H. de 1868 a 1919 e de 1927 a 1934; é declarado pela Wikipédia inglesa como Anglo-católico), da English Church Union, que desejava uma aproximação com Roma. Dom Beauduin preparara para o Cardeal Mercier um informe sobre “a Igreja Anglicana unida, mas não absorvida”, onde revelava suas concepções mais do que duvidosas sobre o ecumenismo. Infelizmente, entre as consequências mais graves desse informe, houve a supressão das sedes episcopais católicas criadas no século XIX, com a demissão dos titulares (Cfr. Missa Tridentina em Portugal). (NdTª.)
[2] Otto Casel: era monge do mosteiro beneditino de Santa Maria Laach, em Eifel (Alemanha), com sua teoria do Kultmysterium (o mistério do culto cristão). Precursor reconhecido da Institutio Generalis do Novus Ordo Missae, Casel estava infectado pelo arqueologismo. (NdTª.)
[3] Pius Parsh: canônico agostiniano de Klosterneuburg (Alemanha), fundou o Movimento Bíblico-Litúrgico, que pretendia modificar a Eclesiologia. Para ele, a Palavra de Deus, considerada como a Revelação imediata de Deus no meio da Assembleia, modifica totalmente a concepção da Missa: Deus estará presente mais por sua Palavra que por sua Eucaristia. Os fieis “assistentes à Missa” se transformam em “Assembleia do Povo de Deus”: a reunião dos crentes no meio dos quais sopra o Espírito. Esta é a nova concepção da Liturgia, a nova concepção da Igreja no Movimento Bíblico-Litúrgico de Dom Parsch. (NdTª.)
[4] Romano Guardini: sacerdote, escritor e teólogo italiano, naturalizado alemão, que nasceu em 1885. Foi professor em Tubinga (1945-1948) e em Munique (1948-1962). Não participou do CVII por motivos de saúde, mas não deixou, por isso, de exercer sua nefasta influência na comissão litúrgica para a qual seria designado. É teólogo de referência para o Papa Bento XVI, segundo a Wikipédia. Foi exilado em Mooshausen, pelos nazistas, mas exercitava uma estranha e inexplicável “resistência passiva” ao Nazismo, atestada por seus escritos e vista, por seus fãs, como uma rejeição ao Nazismo (sic). Também na “teologia politica” se manteve na “via di mezzo” entre os católicos socialistas e os mais tradicionalistas, sendo repreendido por ambas as partes. Era um morno, pelo visto. Morreu em 1968. (NdTª.)
[5] Didier Bonneterre, El Movimiento Litúrgico, Buenos Aires, ed. Ictión, 1982, pág. 40.
[6] Teria sido o liturgista Wolfgang Waldstein, segundo Missa Tridentina em Portugal. (NdTª.)
[7] Bonneterre, El Movimiento pág. 40.
[8] Fraternidade Sacerdotal São Pio X, El problema de la reforma litúrgica, la misa de Pablo VI y de Vaticano II, estudio teológico y litúrgico, Buenos Aires, Ed. Fundación San Pío X, 2001.
[9] Abadia beneditina na Lovaina, região da Bélgica flamenga. (NdTª.)
[10] Abadia beneditina fundada no século XIX (15/11/1872) na Bélgica, na cidade de Anhée, pelos monges da Abadia de Beuron (Alemanhã). (NdTª.)
[11] Bonneterre, El Movimiento. pág. 37.
[12] Pascendi Dominici Gregis, de 8 de setembro de 1907. (NdTª.)
[13] Padre Duployé, Les origines du Centre de pastorale liturgique, 1943-1949, ed Salvator, pág. 308, citado por el padre Bonneterre, El Movimiento, pág. 65.
[14] Mediator Dei, 7. (NdTª.)
[15] Mediator Dei, 52. (NdTª.)
[16] Mediator Dei, 188. (NdTª.)
[17] Aqui, refere-se ao Padre Bouyer (Cfr. L. Bouyer, Don Lambert Beauduin, a Man of the Church, Casterman, 1964, pp. 180-181; citado pelo Padre Dilder Bonneterre em The Liturgical Movement, Ed. Fideliter, 1980, p. 119). (NdTª.)
[18] “Se elegerem Roncalli papa tudo estará salvo, ele será capaz de convocar um concílio e consagrar o ecumenismo… temos nossa chance; os Cardeais, em sua maior parte, não sabem o que devem fazer. São capazes de votar por ele” (Sodalitium, n. 28, 1958, p. 20). (NdTª.)
[19] Yves Congar. Teólogo dominicano francês, nascido em 1904. Esteve preso de 1940 a 1945 nos campos de concentração de Golditz e Lübeck. Foi fundador e diretor da coleção Unam Sanctam, e professor de teologia na faculdade de Le Saulchoir. Foi um eclesiólogo, entusiasta do ecumenismo e da reforma da Igreja, precursor e consultor do Concílio Vaticano II e precursor da Nova Teologia. Foi criado Cardeal por João Paulo II em 30 de outubro de 1994, recebendo o barrete de cardeal em 8 de dezembro do mesmo ano. Faleceu em 1995, de uma grave doença neurológica. Congar esteve à frente de uma equipe numerosa de teólogos dominicanos franceses que mudaram a teologia católica ao longo dos últimos cinquenta anos, tais como Chenu, Liégé, Lelong, Cardonnel, Schillebeeckx etc. Em 1958 publica o texto Quod omnes tangit ab omnibus tractari et approbari debet no qual utiliza uma célebre locução, já usada em sentido teocrático por Papa Bonifácio VIII, para fundar a democracia na Igreja. Com Henri de Lubac e Karl Rahner, Congar esteve sob escrutínio teológico por suas ideias modernistas, no pontificado de Pio XII, o qual condenou a heresia da ‘Nova Teologia’ em setembro de 1946. Todos os três foram de algum modo disciplinados ou retirados de seus cargos e foram, então, miraculosamente reintegrados como periti conciliares às vésperas do CVII. Suas ideias e ensinamentos passaram a ser conhecidos com o nome genérico de “a Nova Teologia” e influenciaram os princípios do Magistério conciliar. Todos eles se tornaram peritos dos papas subsequentes, e muitas honras e louvores lhes foi tributados pela Igreja pós-conciliar. Congar era repetidamente exilado em Jerusalém, então chamado a Roma e Cambridge novamente, terminando o período pré-conciliar em Estrasburgo. De Roma, ele podia escrever com toda a impunidade: “O curso que ofereço atualmente, De Ecclesia, apesar do tom ingênuo, é minha resposta real; é minha dinamite real sob os assentos dos escribas! Aguardo e aproveito as ocasiões que surgem para expressar publicamente minha recusa às mentiras do sistema” (In Leprieur, Quand Rome Condamne, in One Hundred Years of Modernism - Angelus Press, 2006 -, p. 243). (NdTª.)
[20] Karl Rahner. Sacerdote jesuíta de origem germânica e teólogo, nascido em 1904. Foi aluno de Martin Heidegger em Friburgo e professor de teologia dogmática em Innsbruck de 1937 a 1964, ano que veio a suceder Romano Guardini na Faculdade de Filosofia da Universidade de Munique. Ele foi um dos protagonistas do “rinnovamento” da Igreja que levou ao CVII, para o qual foi chamado em 1963, por João XXIII, como um dos teólogos consultores (peritos), depois de ter participado de sua preparação. Tornou-se um personagem chave do Concílio, promovendo a nova visão de uma “Igreja de todo o mundo”, uma maior autonomia do Episcopado e a participação do leigo na Liturgia. Naqueles anos acendeu-se também seu interesse por temas como pacifismo, desarmamento nuclear, ajuda aos Países do Terceiro Mundo, e a luta contra a exploração dos povos oprimidos, com particular atenção aos movimentos da Teologia da Libertação. A Rahner se opôs o também teólogo suíço e amigo Hans Urs von Balthasar, que temia pela antropologização do Cristianismo. Rahner defendia um Cristianismo anônimo, com o qual superava as restrições da doutrina da salvação obtida exclusivamente pela plena comunhão com a Igreja Católica (Extra Ecclesiam nulla salus). Como todo modernista, deturpa a verdade ao afirmar que o Concílio Tridentino já ensinava a antiga doutrina (dos tempos de Santo Ambrósio) do “batismo de desejo”, segundo a qual qualquer um que, em seu autentico endereço moral, seja orientado positivamente para Deus é uma pessoa “justificada”, mesmo não tendo ainda recebido o batismo (Karl Rahner, La fatica di credere, Edizioni Paoline, 1986, p. 87). Ele, contudo, nega que a doutrina dos cristãos anônimos esteja em contraste com a pretensão do Cristianismo de ser a mais alta expressão da relação de graça entre o homem e Deus, ou que tal doutrina diminua a necessidade do batismo e da Fé cristã (Karl Rahner, La fatica di credere, op. cit. , p. 87). Embora não aceitasse o ateísmo como religião de Estado, via pontos em comum entre a ética cristã e o marxismo (Karl Rahner, La fatica di credere, op. cit. , p. 89), sobretudo em relação à Teologia da Libertação. O estigmatino italiano Cornelio Fabro (1911-1995) o acusou, com justiça, de ser um deformador sistemático, por se chocar ruidosamente com as teses tomistas da mesma forma que um homem surdo num concerto musical (Fabro, La Svolta Antroplogica de K. Rahner, textos escolhidos por Innocenti, Influssi Gnostici nella Chiesa d’Oggi, p. 48). Morreu em 1984. (NdTª.)
[21] Padre Enrico Zoffoli, La Comunión en la mano, Quito, Librería Espiritual, 1985, pág. 107.