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domingo, 1 de abril de 2012

Aos sedevacantistas de plantão!

Aos sedevacantistas que ficam lotando a caixa de e-mails da Associação com comentários ao Rafael Horta, gostaríamos de fazer alguns lembretes:

1. Este blog NÃO é do Rafael Horta!! Este blog é da ASSOCIAÇÃO CULTURAL NOSSA SENHORA AUXÍLIO DOS CRISTÃOS;

2. Se alguém estiver afim de mandar algum recado para o Rafael Horta, são encorajados a fazê-lo encaminhando para o e-mail pessoal dele, porque NÃO somos pombos-correios!

3. Se tiver alguém que seja contra a nossa posição a respeito do clero ou de qualquer outra Instituição ou posição a respeito da Igreja, este alguém está desobrigado a fazer comentários neste blog e está convidado a recolher a sua insignificância!

4. Gostaríamos de deixar bem claro que não compactuamos com a estranha doutrina sedevacantista e não queremos contato algum com este tipo de "pensamento";

Outros lembretes virão com o decorrer do tempo.

Gratos!

Ass. Cultural Nossa Senhora Auxílio dos Cristãos.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Viva o Papa!!

 Em tempos de crise religiosa e eclesiástica – principalmente quando ela atinge as mais altas autoridades da Igreja – é normal aparecerem duas tentações opostas.


A primeira – e a mais grave – é a de revolta contra a autoridade do Papa, que pode levar ao cisma e à heresia.
A segunda – mais sutil – é a de, por respeito à autoridade, aceitar em silêncio os erros, ou fechar os olhos para os pecados de escândalo em que a autoridade possa a vir a incorrer.
No fim da Idade Média e no Renascimento, por exemplo, muitos católicos caíram na primeira tentação, aderindo a inúmeras seitas heréticas. Lutero e a Reforma – hoje tão louvados – levaram ao ápice essa revolta, ao atacarem o próprio papado, sob o pretexto de que havia corrupção em Roma, e muitos Papas daquele tempo eram conhecidos por sua vida escandalosa. Os heresiarcas confundiam a pessoa que estava no sólio de Pedro com o Papado em si mesmo.
Tantos foram os inegáveis escândalos de alguns papas desse tempo que entre os teólogos mais importantes se estudou, de novo, a possibilidade de um Papa cair em heresia enquanto pessoa particular, embora nunca enquanto Papa, exercendo o seu ministério “ex-cathedra”. São Roberto Belarmino, o grande Doutor da Igreja nessa época, foi um desses teólogos.
O Concílio Vaticano I – realizado em 1870 – proclamou o dogma da infalibilidade papal, estabelecendo que, quando o Papa ensina “ex-cathedra”, isto é, como Vigário de Cristo, com o poder dado por Nosso Senhor a São Pedro, ensinando toda a Igreja sobre questões de Fé ou de Moral, com a vontade explícita de definir uma doutrina e condenando a sentença oposta, o Papa é infalível.
Esse dogma da infalibilidade do Papa – ao qual aderimos do mais profundo de nossas almas – é a garantia de que a Igreja jamais errará. O próprio Nosso Senhor Jesus Cristo, ao dar as chaves a Pedro, lhe disse: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja. E Eu te darei as chaves do Reino dos céus. Tudo o que ligares na terra será ligado no céu. Tudo o que desligares na terra, será desligado no céu. E as portas do Inferno não prevalecerão contra ti” ( Mt. XVI, ).
É sobre essas palavras santíssimas de Nosso Senhor que a Igreja se baseou para proclamar a infalibilidade papal. É nisto que se fundamenta a devoção que todo católico deve ter pelo Papa, seja ele quem for.
Os inimigos da Igreja sempre quiseram criar confusões acerca desse ponto, ora atribuindo ao Papa enquanto tal, e à Igreja, os pecados em que um Papa pode cair como pessoa particular, ora estendendo a infalibilidade a qualquer ação do Supremo Pontífice.
O Papa é infalível como supremo mestre da Igreja, ao se pronunciar “ex-cathedra”, mas isso não o torna impecável pessoalmente. Ao querer confundir infalibilidade com impecabilidade, os inimigos da Santa Sé buscam minar a devoção e a fé que se deve ter na infalibilidade pontifícia.
Ao pretender estender a infalibilidade a qualquer ação, discurso ou atitude do Papa, leva-se os fiéis a cair num erro que os porá em grave tentação, quando lhes ficar patente que o Papa – como pessoa particular – errou ou pecou.
Não se deve rejeitar a infalibilidade do Sumo Pontífice por causa de seus possíveis pecados ou erros pessoais, nem negar suas possíveis faltas morais por causa do brilho do carisma infalível de sucessor de Pedro. Quanto ao Sumo Pontífice, pois, é preciso sempre ter em mente que ele continua infalível enquanto Papa, mesmo quando pecador enquanto homem, e que ele permanece um homem possivelmente pecador e falível, mesmo sendo Pontífice infalível quando fala “ex cathedra”.
Para ilustrar o que dizemos, convém lembrar como agiu S. João Bosco no início do pontificado de Pio IX. Como se sabe, o Papa do incomparável Syllabus, o Papa da Imaculada Conceição, o Papa que proclamou o dogma da infalibilidade pontifícia teve, no início de seu pontificado, atitudes que muito favoreceram os liberais. Ele anistiou os terrorristas e carbonários presos nos Estados da Igreja, deu uma constituição liberal para esses Estados, nomeou um primeiro ministro liberal; enfim ajudou tanto os revolucionários que Roma se tornou o refúgio de anarquistas, carbonários e revolucionários de todas as gamas e de todos os tipos. Por isso, a Maçonaria fazia gritar pelas ruas das cidades italianas e por todo o mundo: “Viva Pio IX !”.
São João Bosco, que vivia então em Turim, ordenou a seus alunos que jamais gritassem “Viva Pio IX” e sim “Viva o Papa !” . Com isso, D. Bosco desfazia a manobra carbonária. Devemos gritar sempre “Viva o Papa”, pouco importando o nome daquele que está no trono de Pedro. Seja ele santo ou pecador, devemos manter ao Papa, “doce Cristo na terra”, como dizia Santa Catarina de Siena, nossa devoção filial e nossa fidelidade a tudo o que ele ensina, como legítimo sucessor de Pedro e com o poder das chaves.
Hoje a compreensão desses princípios é muito necessária, pois somos ameaçados por dois erros opostos com relação ao Papa: o sede-vacantismo e o infalibilismo universal.
Nós rejeitamos a ambos.
Há quem afirme que os últimos Papas, por sua adesão aos erros do Vaticano II – Concílio meramente pastoral e não dogmático, portanto falível e que, por isso, ninguém está obrigado a aceitar – teriam perdido o pontificado. Tese temerária, aventureira e imprudente, pois até hoje ninguém a demonstrou com provas claras e irrefutáveis. Essa tese põe os fiéis à beira do cisma, senão dentro dele.
De outro lado, os modernistas e progressistas, que viram suas idéias errôneas triunfarem no Vaticano II, procuram impingir aos fiéis católicos esses erros do último Concílio, como se fossem dogmas de Fé, o que é absolutamente falso.
Mais ainda, os defensores do infalibilismo absoluto e universal do Papa procuram fazer com que os católicos julguem qualquer discurso do Papa – até mesmo um simples discurso de acolhida de turistas – como se fosse um dogma de fé, nivelando um texto pastoral, ou um discurso de cortesia, aos pronunciamentos “ex-cathedra”. Isso também nós não podemos aceitar. Por exemplo, a famosa jornada de orações pela paz, realizada em Assis por João Paulo II, em 1986, se opôs frontalmente a tudo o que a Igreja sempre ensinou quando, em reiterados pronunciamentos dos Papas, condenou o intercofessionalismo e o indiferentismo. Tal jornada é inaceitável.
O Papa, não é demais repetir, só é infalível quando ensina “ex-cathedra”, ou quando repete os ensinamentos de todos os Papas anteriores (Magistério Ordinário Universal). Fora disso, pode errar. Por isso, é legítimo rejeitar os erros do Concílio Vaticano II e tudo o que se tem feito com base neles, na medida em que contrariam os ensinamentos de todos os Papas anteriores.
Ter devoção ao Papa é dever de todo católico. Mas o próprio Papa reinante deve ter devoção ao Papado. Também João Paulo II tem obrigação de aceitar tudo o que os Papas anteriores a ele ensinaram “ex- cathedra”.
É, pois, com verdadeira devoção católica à Cátedra de Pedro que exclamamos de toda nossa alma “Viva o Papa!”, qualquer que ele seja.
Um dia, Cristo perguntou aos apóstolos: “Quem dizem os homens que eu sou ?” Os apóstolos responderam : “Uns dizem que és Elias, outros dizem que és João Batista que voltou “. E Cristo ainda: “E vós quem dizeis que eu sou ? “. Eles se calaram, não sabendo o que dizer.
Não sabiam o que dizer, após terem visto tantos milagres. Não sabiam o que dizer, após terem ouvido tantas verdades.
Até que S. Pedro proclamou: “Tu és o Cristo, filho de Deus vivo!”
Hoje, Deus nos pergunta: Que dizem os homens que é o Papa? E alguns respondem que ele é um homem comum, outros – hereges – ultrajam-no, dizendo-o o anticristo.
E nós, quem dizemos que é o Papa?
Ele é Pedro redivivo. Ele é, de fato, plenamente, “o doce Cristo na terra”. Com Santa Catarina de Siena repetimos essa afirmação tão doce ao nosso coração de católicos, tão cheia de verdade, dessa Verdade que, desde o batismo, é a luz de nossas almas e de nossas vidas.
Sim, nós temos certeza. Nós, católicos, somos filhos da certeza. E com a certeza que nos dá a palavra de Cristo e o dogma da infalibilidade papal, firmes sobre a pedra, nós dizemos com toda força de nossas almas: o Papa é Pedro reinando em Roma. O Papa é o vigário de Cristo. E quando esse século maldito nos interroga com sua boca atéia ou com sua língua progressista; quando ele, sorrindo irônico, duvida de nossa fé; quando nos ameaça e nos interroga, dizendo: “E quem é o Papa ? ”, com ufania lhe respondemos que ele é nosso Pai na Fé.
Depois de séculos de santidade gerada pela Igreja e por sua doutrina, infalivelmente repetida pelos papas de todos os tempos; após dois mil anos de milagres, como não saber responder a esta pergunta que o mundo, hoje, nos faz com insolência: “E quem é o Papa? ” O Papa é a Rocha sobre a qual Nosso Senhor edificou a Sua Igreja.
E quando esse século subjetivista e evolucionista, que de cada pseudo-cientista ou de cada guru faz um “papa” infalível, repele os Papas do passado porque pensa que tudo evolui, nós lhe respondemos que passarão os céus e a terra, mas as palavras do Papa, falando “ex-cathedra” jamais passarão.
Disse um poeta, que é fácil acreditar na luz, ao meio dia. Difícil é crer no sol, à meia noite.
Era fácil acreditar e ter verdadeira devoção ao Papa, quando em Roma reinavam São Gregório VII, Pio IX ou São Pio X. Difícil foi manter a verdadeira fidelidade e a verdadeira devoção ao Papa, em Avignon, ou no tempo do Grande Cisma do Ocidente, ou na corte de Roma renascentista.
Difícil ainda mais é manter fidelidade à Igreja e a verdadeira devoção ao Papa, nestes dias de trevas, durante o eclipse do sol católico, causado pelo Vaticano II.
É pois em meios às trevas modernistas do Vaticano II, odiados e incompreendidos pelos que erram à esquerda, e mesmo à direita, que proclamamos com Fé: Nós cremos na Igreja Una, Católica Apostólica e Romana. Nós cremos no Papa! Viva o Papa ! Viva o Papa, doce, doce Cristo na terra.

(negritos nossos)

quarta-feira, 14 de março de 2012

Ataque dos sedevacantistas à nossa posição

Prezados amigos,

Salve Maria!

O Professor A. Angueth, que está conosco nesta batalha contra modernismo e em favor da Sã Doutrina, publicou em seu blog um texto falando da realidade da cidade de Betim que, nos templos pode acontecer de tudo que há de mais pagão, menos Missa Tridentina. O texto se encontra aqui.

O texto é do Rafael Horta, colaborador  e co-autor neste Blog da Associação Cultural Nossa Senhora Auxílio dos Cristãos. Sucede que no texto do Rafael publicado no Blog do Professor Angueth, um rapaz de nome Sandro de Pontes, sedevacantista, escreveu-nos um comentário bastante repugnante. O comentário ao texto encontra-se aqui.

Abaixo está a nossa resposta (minha e do Rafael Horta) sobre o comentário infeliz acima citado:


A contradição e ilógica sedevacantista

Recebemos um comentário de uma pessoa sedevacantista, Sandro Pontes, que infelizmente conheço pessoalmente.
Antes de começar a responder ao comentário feito por ele precisamos dizer que não somos amigos de sedevacantistas e com eles não temos e nem queremos nenhum tipo de relação, muito menos de amizade.
Eles, como o próprio Lúcifer, orgulhosos e soberbos se negam a aceitar a autoridade instituída por Deus, pois “não há autoridade que não venha de Deus; as que existem foram instituídas por Deus.” (Rom 13,1);
Se auto-intitulam sábios e esclarecidos e na realidade não passam de protestantes, filhos de Lutero, que tentam diminuir e eliminar a autoridade Papal. Como seus comparsas protestantes, tomam trechos isolados, fora do contexto, das Sagradas Escrituras, dos Santos Padres e da Sagrada Tradição Católica para assim atacar a própria Igreja.
Ele começa sua missiva nos chamando de “amigos”, como já falamos de amigos não temos nada e fazemos deles nossos inimigos pessoais, pois o são da Igreja.
Ele tenta se fazer de sábio, mas mostra sua ignorância ao confundir, não só nossa posição, mas a posição dos católicos em relação ao Papa Bento XVI.
Em nosso artigo afirmamos como Mons. Marcel Lefebvre, que somos e permaneceremos sempre, com a graça de Deus, fiéis a Roma Eterna, Católica e Apostólica. Mas que repudiamos e odiamos a toda e qualquer doutrina modernista que tenha se infiltrado por meio do Concílio Vaticano II, na Igreja.
Isso quer dizer que apoiamos o Papa Bento XVI em todos os seus atos bons que visam restabelecer a ordem na Igreja, na Doutrina e na Liturgia. E que repudiamos tudo o que for feito por Ele que tenha sombras de modernismo, por exemplo, o escandaloso encontro ecumênico de Assis.
Como pretensos sábios, confundem impecabilidade e infalibilidade. Para eles o Papa não pode pecar nem ter opiniões pessoais falsas, fruto do pecado original.
Quando dizemos que somos obedientes e submissos ao Santo Padre isso quer dizer que o apoiamos no combate ao erro moderno e não o acompanhamos em Assis.
Isso é lógico, mas eles não vêem. Acontece até mesmo em nossa vida natural: nós devemos obediência a nossos pais biológicos em tudo, mas se nos mandam algum crime temos a obrigação de desobedecer e nem pelo fato nos mandarem praticar um crime, deixam de ser nossos pais biológicos.
Voltamos a repetir e a afirmar nossa posição: somos favoráveis ao Santo Padre o Papa Bento XVI no que diz respeito à Suas ações de combate contra a desordem, contra o modernismo na Doutrina, nos costumes, na moral e na Liturgia e também a qualquer Bispo ou Padre. E lhes resistiremos e oporemos quando Ele, qualquer Bispo ou Padre, se inclinar para o modernismo.
E o Sandro Pontes, que não é em hipótese alguma nosso amigo, pelo fato de ser sedevacantista, deve se crer o único digno, moral e doutrinalmente, de ser eleito Papa.
***
Desejando ser papa de si mesmo, os sedevacantistas rejeitam qualquer tipo de submissão ao Vigário de Cristo. Não é preciso dizer que a palavra Vigário quer dizer: “que faz as vezes de” ou mesmo “em nome de”. Se não há reconhecimento lógico entre as definições de Vigário e o Santo Padre Reinante, logo não há ninguém capaz de fazer as vezes do Cristo nesta terra, pela ilógica sedevacantista.
Estando o Papa a fazer as vezes do Cristo, nesta terra, devemos toda submissão que teríamos a Cristo, quando esse (o Papa) fala ex-cátedra ou mesmo quando as suas alocuções não são contrárias à Doutrina Perene. Digo “quando as suas alocuções não são contrárias à Doutrina Perene” porque um papa pode, obviamente, ter opiniões diversas à que a Igreja sempre ensinou e isto não o faz herege ou mesmo apóstata. Seguir um pensamento ou opinião particular de um papa é uma questão pessoal de cada fiel, quando o Papa não fala ex-cátedra ou mesmo quando não se traduz a Doutrina de há séculos.
Nosso Senhor diz que Ele é a Videira Verdadeira, o Pai é o Agricultor e nós, os ramos desta Verdadeira Videira. Partindo da idéia pré concebida de que o Sumo Pontífice faz às vezes do Cristo, chegamos à conclusão clara de que, como disse o Salvador: àquele ramo que é amputado da Videira não pode dar frutos e logo secará e servirá para alimentar o fogo. Assim também são os sedevacantistas que, amputados da Verdadeira Videira que é a Igreja do Cristo Senhor servirão, em primeira e última instância para alimentar o fogo eterno.
Diferente dos sedevacantistas, a nossa posição é contrária às inovações perniciosas nascidas nos últimos 50 anos e não ao Santo Padre. Estamos em comunhão plena com o Sumo Pontífice e com os bispos e padres que estão em comunhão com o primeiro. Repetimos quantas vezes for preciso: Não temos e nem queremos comunhão com bispos e padres que não estejam em comunhão com o Santo Padre. Entenderam a diferença da nossa posição e da posição famigerada sedevacantista?
Também é preciso salientar que não nos achará debaixo das asas da Fraternidade São Pio X por razões que não compete a discussão nesta hora, importando apenas em dizer isso.
Contraditórios são os sedevacantistas que, mesmo estando fora da comunhão com Roma, se arrogam o direito de serem chamados católicos e de se beneficiarem dos sacramentos da Igreja quando lhes convém. É preciso um pouco de inteligência, apenas, para refutar qualquer ponto da doutrina sedevacantista. De fato, a contradição não vem de Deus, por isso que o sedevacantismo é contraditório desde a sua raiz.
Deus e a Virgem nos guie!