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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

O que deve pensar um católico sobre o Concílio Vaticano II?

Com adaptações.


O Concílio Vaticano II foi uma reunião dos dois mil e quinhentos bispos de todo o mundo durante quatro sessões, desde outubro de 1962 a dezembro de 1965. O Papa João XXIII, em sua alocução de abertura ao concílio (11.10.62) declarou que sua finalidade era que a fé católica se conservasse e ensinasse, mas que sem recorrer a condenações, senão fazendo um chamado a todos os povos. O Papa Paulo VI concorda com seu predecessor: o Concílio Vaticano II “foi um acontecimento importantíssimo porque (...) antes de tudo buscou as necessidades pastorais e, alimentando-se na chama da caridade, fez um grande esforço para chegar não somente aos cristãos ainda separados da comunhão com a Santa Sé, senão também a toda família humana” (breve de clausura, 8.12.65).

 Os ensinamentos do Concílio e sua interpretação por Roma

 Com tais idéias, não é de estranhar que encontremos o ensinamento católico apresentado de forma débil (sem definições nem condenações), confusa (sem terminologia técnica nem escolástica) e unilateral (para atrair aos não católicos). Todo esse ensinamento vago e ambíguo, que já é liberal em seu método, seria interpretado em seu verdadeiro sentido liberal depois do Concílio.

 Vejamos alguns exemplos de como interpreta Roma (20) os ensinamentos conciliares.

 a)      Sacrosantum Concilium: deve insistir-se na liturgia da palavra (n.9), nos aspectos da Missa como banquete (n.10), na participação ativa do povo (nn.11 e 14), e portanto na língua vernácula (nn. 36 e 54); o resultado é a Nova Missa (cfr. C5).

b)      Unitatis Redintegratio: os católicos devem orar com os protestantes (nn. 4 e 8) o resultado é a hospitalidade eucarística. (cfr. C8)

c)       Sacrosanctum Concilium: devem revisar-se os ritos e fórmulas de penitência (n.72), e a Extrema Unção deve converter-se em uma Unção de Enfermos (nn. 73 e 75); o resultado são a confissão cara a cara e as absolvições gerais, e no sacramento da Extrema Unção uma nova matéria, uma nova forma e um novo sujeito (os enfermos que não estão em perigo de morte) (21)

d)      Lumen Gentium: a Igreja de Cristo subsiste em (não é) a Igreja Católica (n.8); o resultado é que também se encontra nos “irmãos separados” (Ut unum sint, n. 11) (22).

e)      Unitatis Redintegratio: A Igreja de Cristo tem irmãos separados em “Igrejas” [sic] separadas (n.3), que devem ser como irmãs (n.14); e portanto não há necessidade, por exemplo, de converter aos ortodoxos (23).

f)       Optatam Totius: os seminaristas devem conhecer a filosofia moderna e o progresso da ciência (n.15), a psicologia e a sociologia (n.20); o resultado é que se fomenta o estudo em universidades seculares, mas não o do tomismo, e aparecem espiritualidades abertas, moralidade subjetiva, etc.

g)      Gaudium et Spes: se identifica o matrimônio com o “amor conjugal” (nn. 48 e 50), a Igreja renuncia a todos os privilégios que lhe outorgava o Estado (n.76), e deseja uma autoridade mundial (n.82); o resultado é respectivamente, o fiasco das nulidades matrimoniais (cfr.C8), que a religião católica deixa de ser religião de Estado em todo o mundo, e que se presta um pleno apoio a Organização das Nações Unidas.

O mesmo esquema poderíamos repetir com todas as inovações aprovadas.

Os erros doutrinais do Concílio

O que é ainda mais grave: o Concílio foi sequestrado por elementos liberais da Igreja, que desde o princípio conseguiram o rechaço dos esquemas preparatórios pré-conciliares confeccionados para sua discussão, e os substituíram por outros esquemas progressistas redigidos por seus próprios “experts”. (Os liberais também conseguiram introduzir seus membros nas comissões). Os novos esquemas, aprovados como decretos, constituições e declarações do Concílio, continham, mais ou menos, explicitamente, erros doutrinais pelos quais os liberais haviam sido condenados no passado.

Tomemos como exemplos as seguintes passagens do Concílio e comparemo-las com a doutrina católica:

 a)      Gaudium et Spes: o homem é “a única criatura terrestre a que Deus amou por si mesmo” (n.24), idéia oposta a “tudo fez Javé para seu fim” (Prov. 16, 4); “todos os bens da terra devem ordenar-se em função do homem” (n.12), sem mencionar que a finalidade é servir-lhe de ajuda para salvar sua alma; “o Filho de Deus com sua encarnação se uniu em certo modo com todo homem” (n.22), quando o Concílio de Éfeso fala de que Deus assumiu uma natureza humana individual (Denz. 114); “a natureza humana (...) foi elevada também em nós a dignidade sem igual” (n.22), invés de “pouco menor que os anjos os fizeste” (Sl. 8,6); fala da “excelsa dignidade da pessoa humana” (n.26), que só existe em quem vive honestamente (Ap. 3, 4); e afirma “seus direitos e deveres universais e invioláveis” (n.26), quando a quem desperdiçasse seus talentos lhe seriam tirados (Lc 19, 24).

 b)      Dignitatis Humanae: “Este Concílio Vaticano declara que a pessoa humana tem direito a liberdade religiosa. Esta liberdade consiste em que todos os homens estejam imunes de coação (...) de qualquer potestade humana, e isto de tal maneira, que em matéria religiosa nem se obrigue a ninguém a fazer contra sua consciência nem se lhe impeça que atue conforme ela (...) dentro dos limites devidos (...) Este direito da pessoa humana a liberdade religiosa deve ser reconhecido no ordenamento jurídico da sociedade, de forma que chegue a converter-se em um direito civil” (n.2); porém, a doutrina católica condena as seguintes proposições: “a liberdade de consciência e de cultos é um direito livre de cada homem, que deve ser proclamado e garantido legalmente em todo Estado bem constituído (...) o melhor governo é aquele no qual não se reconhece o poder político a obrigação de reprimir com sanções peais aos violadores da religião católica, salvo quando a tranqüilidade pública assim o exija” (Pio IX, Quanta Cura, n.3).

 c)       Unitatis Redintegratio: “o espírito de Cristo não recusou servir-se delas [das igrejas e comunidades separadas] como de meio de salvação” (n.3), contra P2.

 d)      Ad Gentes: “promova-se a ação ecumênica de forma que (...) os católicos colaborem fraternalmente com os irmãos separados (...) na comum profissão possível da Fé em Deus e em Jesus Cristo diante das nações” (n.15), contra P7.

 e)      Nostra Aetate: “A igreja Católica não rechaça nada do que nestas religiões [não cristãs] haja de santo e verdadeiro. Considera com sincero respeito os modos de obrar e de viver” (n.2), enquanto que as Sagradas Escrituras dizem que “todos os deuses dos povos são demônios” Sl. 95, 5) e “não aprenderás a imitar as abominações daquelas nações” (Deut. 18, 9).

 f)       Lumen Gentium: “a ordem dos bispos (...) junto com sua cabeça, o Romano Pontífice, e nunca sem esta cabeça, é também sujeito da suprema e plena potestade sobre a universal Igreja” (n.22), contra P4; e “a consagração episcopal, junto com o ofício de santificar, confere também o ofício de ensinar e reger” (n.21), contra a doutrina da Igreja segundo o qual a “dignidade episcopal depende imediatamente de Deus em quanto ao poder de ordem, e da Sede Apostólica em quanto ao poder de jurisdição” (Pio VI, Deessemus Nos). «la dignidad episcopal depende inmediatamente de Dios en cuanto al poder de orden, y de la Sede Apostólica en cuanto al poder de jurisdicción» (Pío VI, DeessemusNos).

O Concílio mesmo anima as tendências liberais (e seu impulso se converterá na política vaticana pós-conciliar) e se separa do ensinamento católico tradicional. Mas não tem autoridade para nenhuma das duas coisas (P5 e P6). Nossa posição deve ser: “nos negamos e temos negado sempre a seguir a Roma de tendência neomodernista e neoprotestante que se manifestou claramente no Concílio Vaticano II e depois do Concílio em todas as reformas que dele surgiram. 24

E em torno dessas tendências neomodernistas gira todo o Concílio. 25

Foi infalível o Concílio Vaticano II?

Não por razão do magistério extraordinário, posto que rejeitou definir. O mesmo Papa Paulo VI, em audiência de 12.1.66, disse que “havia evitado proclamar de forma extraordinária dogmas dotadas de nota de infalibilidade” 26.

Nem por razão do magistério universal ordinário, porque este consiste na maravilhosa uniformidade dos ensinamentos dos bispos dispersos por todo o mundo (e não quando estão reunidos, em que possam ser objeto de grupos de pressão) 27 e não é um poder para definir, senão para ratificar o que sempre se creu. A universalidade em questão não é somente de lugar (todos os bispos) senão também de tempo (sempre): cfr. Vaticano I se P6.

Nem por razão do magistério simplesmente autêntico 28, porque o objeto de todo magistério é o depósito da fé, que deve ser santamente custodiado e fielmente exposto (Vaticano I, Denz, 1836), e não a adoção como doutrina católica de “os melhores valores de dois séculos de ‘cultura liberal’”, ainda que tenham sido “purificados” (Card. Ratzinger, Gesú, Nov. 1984, pág. 72; cfr. Gaudium et Spes, nn. 11 e 44).

E assim, este Concílio foi “ecumênico” mais no sentido moderno de apelar ao sentimento religioso de todos os povos, que no sentido tradicional de representar a toda a Igreja docente.

Notas:

20. Outra história é como se interpretam as diretrizes nas paróquias.
21. Afeta tudo isto “a substância dos sacramentos” sobre a qual a Igreja não tem poder (cfr. Pio XII em P5)?
22. Ut unum sint é a encíclica de João Paulo II sobre o ecumenismo (25.5.95).
23. Cfr. A comissão Internacional Conjunta para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e a Igreja [sic] Ortodoxa, em Balamand (Líbano), 17/24.6.93
24. Declaração de 21.11.74, cfr. Apêndice I.
25. “O Papa João Paulo II faz não por certo da Sagrada Escritura, senão do acontecimento de Assis, o ‘schibbolet’ [sinal, cfr. Juec. 12, 5] da correta ‘compreensão da correta ‘compreensão do Concílio’”, Johannes Dörmann, O itinerário teológica de João Paulo II, Fundação São Pio X, Buenos Aires 1994, cap. II, pág. 48.
26 Cfr. la declaración de la Comisión Teológica del 6.3.64, repetida por el Secretario General del Concilio a 16.11.64: “dada o costume conciliar e o propósito pastoral do presente Concílio, este Sagrado Sínodo só define as matérias de fé e moral como obrigatórias na Igreja quando o mesmo declare abertamente”. Nunca o fez.
27 Église et Contre-Église au Concile Vatican II, Courrier de Rome, 1996, pág. 255.
28 Ibid., pág. 287.

29 Acta Apostolicae Sedis (LXX), págs. 920 e ss.


Observações à Tradução: capela@nossasenhoradasalegrias.com.br
Fonte: Retirado do Breviário sobre a Fraternidade São Pio X


sábado, 4 de maio de 2013

Dom Caetano, venha para Betim/MG!!

 “É melhor resultar algum escândalo de se dizer a verdade, do que deixar abandonada e indefesa a mesma verdade”. - São Gregório Magno [1]


Prezados amigos,

Salve Maria!

Já faz algum tempo que não damos notícias da cidade de Betim/MG. Por aqui, as coisas continuam da mesma forma: os padres continuam desobedientes à Bula Quo Primum Tempore do Papa São Pio V, ao Summorum Pontificum do Papa Bento e à ordem do seu bispo local, D. Luiz Gonzaga Fecchio. Ou seja, com este histórico de desobediência não há que se estranhar que nada tenha mudado por aqui (nem que seja para pior). O Padre Ernesto Cardozo continua a nos atender com a administração dos Sacramentos da Eucaristia e da Penitência, eventualmente Batismo e complemento deste, com catequeses católicas, sem máculas de politicagem e/ou protestantismo carismatóide.

As missas continuam a ser celebradas nas casas devido a intransigência dos párocos e assim vamos levando a nossa vida cristã: com o Santo Rosário em punho e revestidos da armadura de Deus e de São Miguel Arcanjo.

Ultrapassadas as notícias, vamos ao que nos interessa:

Aos 29 dias do mês de abril, os fiéis católicos brasileiros (e até mesmo do exterior), assistiram abobados em um episódio o de uso de uma ferramenta totalmente em desuso e esquecida nestas terras tupiniquins: um famoso Padre – Beto – da Diocese de Bauru/SP foi simplesmente E-X-C-O-M-U-N-G-A-D-O [2] pelo seu bispo Dom Caetano Ferrari que, desde já, recebe os nossos cumprimentos e felicitações pela coragem e valentia. Mas, vejamos: O que nos intrigou é que o ex-padre Beto foi excomungado, segundo o sítio daquela Diocese, por: “O referido padre feriu a Igreja com suas declarações consideradas graves contra os dogmas da Fé Católica, contra a moral e pela deliberada recusa de obediência ao seu pastor (obediência esta que prometera no dia de sua ordenação sacerdotal), incorrendo, portanto, no gravíssimo delito de heresia e cisma cuja pena prescrita no cânone 1364, parágrafo primeiro do Código de Direito Canônico é a excomunhão anexa a estes delitos. Nesta grave pena o referido sacerdote incorreu de livre vontade como consequência de seus atos.” (os grifos não contém no original).

Bom! Voltemos ao texto supracitado: O padre Beto foi excomungado da Igreja pelo seu bispo por ter caído em “heresia e cisma”  e “por ter ferido a Igreja com suas declarações consideradas graves contra os dogmas da Fé Católica, contra a moral e pela deliberada recusa de obediência ao seu pastor.”! Puxa! Quanta coisa!

Um dia posterior a excomunhão do, agora, ex-padre Beto, o Juiz Instrutor do caso, declarou que, o Padre Beto foi excomungado “porque ele se negou categoricamente a cumprir o que prometera em sua ordenação sacerdotal: fidelidade ao Magistério da Igreja e obediência aos seus legítimos pastores” conforme nota da Diocese de Bauru/SP.

Mas, passemos a analisar as condutas de algumas figuras que foram “denunciadas” no blog desta associação e, sem querer julgar o mérito das declarações (porque não somos juízes de nenhum tribunal, tampouco eclesiástico) pensemos:

Aqui em Betim/MG, temos um padre que, abertamente, prega a contracepção e ainda diz que “para uma mulher engravidar hoje, ela tem de ser ARTISTA” (sic!), violando as Cartas Encíclicas Casti Connubi do Papa Pio XI e a Humanae Vitae do Papa Paulo VI tão amado e idolatrado pelos modernistas de plantão.

Acreditem se quiser, mas aqui em Betim/MG também temos padres que estão à serviço do PT (Partido dos Trabalhadores), violando as Carta Encíclicas “Quanta Cura” do Papa Pio XI e a  Quod Apostolici Muneris do Papa Leão XIII. Aqui, poderíamos citar vários papas, inclusive João XXIII, Paulo VI e o tão devotado João Paulo II que defendem o afastamento dos católicos com as doutrinas perversas do comunismo/socialismo. O Santo Ofício, em 1949 emitiu um Decreto Contra o Comunismo para toda a Igreja proibindo os católicos a se filiarem ou apoiarem os partidos comunistas, SOB PENA DE EXCOMUNHÃO AUTOMÁTICA!

Aqui em Betim/MG tem padres que celebram “Missa” conga, violando a Carta Encíclica “Mortalium Animus” do Papa Pio XI.

Aqui em Betim/MG tem padre que incentiva o povo a comungar nas mãos, profanando o Corpo de Deus, e violando a Instrução Inaestimabile Donum do Papa João Paulo II;

Os padres de Betim/MG se negam até a presente data, cumprir a ordem do seu bispo local, D. Luiz Gonzaga Fecchio, recusando obediência ao seu legítimo pastor, obediência esta que prometeram no dia das suas ordenações.

E para fechar com chave de ouro: Um padre de Belo Horizonte/MG que é a favor de a mãe “optar pelo término” da gravidez em caso de anencéfalos, violando o V Mandamento da Lei de Deus.

Prezados leitores, pedimos desculpas por fazer os senhores ler tantos descalabros, mas elencamos aqui apenas algumas coisas que acontecem nas paróquias de Betim/MG e BH. Se fôssemos enumerar todas as aberrações que vimos e ouvimos, ficaríamos aqui até sabe Deus quando...

Será que já não passou da hora de alguém fazer alguma coisa para que cessem estes escândalos na Arquidiocese de Belo Horizonte?

Na mesma Bula que excomungou o Padre Beto, D. Caetano lembra aos Bispos que: “Uma das obrigações do Bispo Diocesano é defender a Fé, a Doutrina e a Disciplina da Igreja.”

As vezes a inércia das “Autoridades” nos trás um pouco de indignação. São João Crisóstomo nos dizia que: “Aquele que não se enraivecer quando a razão o exige, comete um pecado grave; pois a paciência não regulada pela razão, propaga os vícios, favorece as negligências e leva ao mal, não somente os maus mas, sobretudo, os bons.” [3]

Santa Catarina de Sena, grande Santa da Igreja nos diz que “os membros do Corpo de Cristo se corrompem porque ninguém os castiga. (...) Seria mister uma justiça forte para castigá-los: a demasiada compaixão é, às vezes, uma grande crueldade.” [4]

Para um bom entendedor, meia palavra basta...

Neste mês de maio, peçamos à Virgem que Ela nos dê pastores segundo o Coração do Seu Filho que nos apascente com inteligência e sabedoria. [5]


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Notas:

[1] São Gregório Magno, Humil. 7, in Ezech.

[2] Excomunhão: Os excomungados são aqueles que por faltas graves são fulminados com excomunhão pelo Papa ou pelo Bispo, e portanto são separados, como indignos, do corpo da Igreja, a qual espera e deseja a sua conversão. Deve-se temer grandemente a excomunhão, porque é o castigo mais grave e mais terrível que a Igreja pode infligir aos seus filhos rebeldes e obstinados. Os excomungados ficam privados das orações públicas, dos Sacramentos, das indulgências e excluídos da sepultura eclesiástica. Nós podemos auxiliar de alguma maneira os excomungados e todos os outros que estão fora da verdadeira Igreja com advertências salutares, com orações e boas obras, suplicando a Deus que pela sua misericórdia lhes conceda a graça de se converterem à Fé e de entrarem na comunhão dos Santos. (cf. Catecismo de São Pio X)

[3] São João Crisóstomo: Hum. XI, in nath.

[4] De uma carta de Santa Catarina de Siena a Gerard Du Puy, abade de Marmoutier.

[5] Jeremias, III, 15.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Os erros protestantes e suas consequências


“O insensato não tem propensão para a inteligência, mas para a expansão dos próprios sentimentos” (Provérbios 18, 2)


Salve Maria!

            Caros amigos, nesses últimos meses tenho-me dedicado a estudar a grande riqueza que a Igreja Católica tem a oferecer aqueles que procuram conhecer seus tesouros. Dediquei-me aos estudos do protestantismo e sua má influência aos católicos e usei como base os escritos do Padre Júlio Maria e alguns sites que encontrei na internet com informações relevantes sobre o homem que deformou a fé e protestou contra a Santa Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo: Martinho Lutero.

            Lutero nasceu em Eisleben, na Saxônia (Alemanha) em 1483, e pôs fim a própria vida em 1546, cerca de 25 anos após a sua revolta contra a Igreja de Nosso Senhor. Sua mãe Margarida foi muito religiosa, porém, muito supersticiosa e dada a bruxarias e encantamentos, o que influiu muito no comportamento do filho. O jovem Lutero, depois de seus estudos de humanidades nas escolas locais de Mansfeld, foi estudar filosofia e direito na Universidade de Erfurt, onde se formou no ano de 1505. Em junho deste ano entrou para o Convento dos Agostinianos, "não por vocação, mas por medo da morte". Ele mesmo falou várias vezes desse "medo da morte" que determinou a sua entrada na religião. O Dr. Dietrich Emme, em seu livro: "Martinho Lutero - sua juventude e os seus anos de estudos, entre 1483 e 1505", Bonn, 1983, afirma que Lutero entrou no Convento só para não ser submetido à justiça criminal, cujo resultado teria sido, provavelmente, a pena de morte, por ter matado em duelo um seu colega de estudos chamado Jerônimo Buntz. Daí o seu "medo da morte" ao qual se referia freqüentemente. Então um amigo o aconselhou a se refugiar no Convento dos Eremitas de Santo Agostinho, que então gozava do direito civil de asilo, que o colocava ao abrigo da justiça. Foi aí que se tornou monge e padre agostiniano.
           
LUTERO ÉBRIO E ÍMPIO

            O pai do protestantismo confessa"Eu aqui me encontro insensato, e endurecido, ocioso e bêbado de manhã à noite... Em suma, eu que devia ter fervor de espírito, tenho fervor da carne, da lascívia, da preguiça e da sonolência". No entanto, chamava o Papa de "asno".

Sobre a oração dizia: "Eu não posso rezar, mas posso amaldiçoar. Em lugar de dizer 'santificado seja o vosso nome', direi: 'maldito e injuriado seja o nome dos papistas..., que o papado seja maldito, condenado e exterminado'. Na verdade é assim que rezo todos os dias sem descanso".

Sobre os mandamentos, dizia: "Todo o Decálogo deve ser apagado de nossos olhos, de nossa alma e de nos outros tão perseguidos pelo diabo... Deves beber com mais abundância, e cometer algum pecado por ódio e para molestar ao demônio...". Lutero não só afirmava que as boas obras nada valem para a salvação como as amaldiçoava.

Mas sobre o pecado, ele dizia: "Sê pecador e peca fortemente, mas crê com mais força e alegra-te com Cristo vencedor do pecado e da morte... Durante a vida devemos pecar".

Sobre a castidade, Lutero incentivou os monges, sacerdotes e religiosas a saírem de seus Conventos e se casarem. "O celibato - dizia - é uma invenção maldita" - "Do mesmo modo que não posso deixar de ser homem, assim não posso viver sem mulher".

Sobre a Virgem Maria, "a caneta" recusa a escrever as blasfêmias que proferiu contra a sua pureza (originalmente este texto foi publicado em forma de folheto, Nota do Editor).

Sobre Jesus Cristo, afirma que "cometeu adultério com a samaritana no poço de Jacó, com a mulher adúltera que perdoou..., e com Madalena...".

Sobre Deus: "Certamente Deus é muito grande e poderoso, bom e misericordioso..., mas é muito estúpido; é um tirano".

Seu último sermão em Wittenberg, em maio de 1546, foi um furioso ataque contra o Papa, o sacrifício da Missa e o culto a Nossa Senhora.

            Martinho Lutero tinha um temperamento extremamente mórbido e neurótico. Depois de sua revolta contra a Igreja, a sua neurose atingiu os limites extremos. Estudos especializados lhe atribuem uma "neurose de angústia gravíssima", do tipo que leva ao suicídio (Roland Dalbies, em "Angústia de Lutero"). O suicídio de Lutero é afirmado tanto por católicos como por protestantes. Eis o depoimento do seu criado, Ambrósio Kudtfeld, que mais tarde se tornou médico:

"Martinho Lutero, na noite que antecedeu a sua morte, se deixou vencer por sua habitual intemperança, e com tal excesso, que fomos obrigados a carregá-lo totalmente embriagado, e colocá-lo em seu leito. Depois nos retiramos ao nosso aposento sem pressentir nada de desagradável. Pela manhã voltamos ao nosso patrão para ajudá-lo a vestir-se, como de costume. Mas, que dor! Vimos o nosso patrão Martinho pendurado de seu leito e estrangulado miseramente.

Este relato do suicídio de Lutero foi publicado em Anversa, no ano de 1606, pelo sensato Sedúlius. Dois médicos comprovaram os sintomas de suicídio relatados pelo seu doméstico Kudtfeld. Foram eles Cester e Lucas Fortnagel. As informações desse último foram publicadas pelo escritor J. Maritain, em seu livro: "Os Três Reformadores". Nesse livro o autor oferece ainda uma impressionante lista de amigos e companheiros de Lutero que se suicidaram. A marca que Lutero deixou foi a tentação de se pretender reformar a irreformável obra de Nosso Senhor Jesus Cristo, a sua Igreja. E até nos meios católicos ditos progressistas, se está pretendendo reformar, não os homens da Igreja, mas a própria Igreja. Quais as conseqüências disto? A PROTESTENTIZAÇÃO DE MUITOS CATÓLICOS!

Depois do Concílio Vaticano Segundo, quando satanás já se fazia presente dentro da Santa Igreja disfarçado de fumaça, deu-se início então, uma grotesca “primavera” e mais uma vez a sombra de Martinho Lutero volta para o seio da Esposa de Nosso Senhor, só que agora escondido sob um véu denominado RCC – Renovação Carismática Católica, que para muitos Bispos serve como uma “tábua de salvação” para encher as suas igrejas.

            Não é segredo para ninguém que a Rcc *surgiu com a participação de alguns católicos em assembléias de pentecostais protestantes e com a recepção do “batismo do Espírito” por obra dos mesmos. Em 13 de janeiro de 1967, “dia da oitava da Epifania, consagrado pela liturgia católica à celebração do batismo de Jesus por meio do Espírito Santo no Jordão, ... eles [os fundadores do pentecostalismo] encontravam-se na casa de Miss Florence Dodge, uma presbiteriana que havia organizado um grupo de oração há algum tempo. O grupo reunia-se em sua casa com regularidade e ela habitualmente dirigia essas reuniões” (Le Retour de l’Esprit, p. 22, ed. du Cerf, Paris – livro dos Ranaghan, que figuraram entre os primeiros “pentecostistas católicos” e também entre os primeiros em escrever sobre o movimento carismático).

            Mais tarde, três professores de Pittsburg e a esposa de um deles assistiram uma primeira reunião carismática: “Deixou-nos uma impressão duradoura, diz um deles, de que ali operava o Espírito [?]” (Ibidem, p. 23). Dois dos professores (Ralph Keifer e Patrick Bourgeois) assistem à reunião seguinte: “terminou – diz Ralph Keifer – quando Pat [Patrick Bourgeois] e eu pedimos que rezassem conosco a fim de recebermos o batismo do Espírito.

            Em poucas palavras: a corrente carismática passou do protestantismo herético e iniciático aos supostos católicos, provocando “efeitos maravilhosos” de ardor religioso que não podem ser explicados por uma causa sobrenatural, porque o Senhor não pode de maneira alguma participar de uma experiência feita por católicos desobedientes à Igreja, em um ambiente herético e com uma iniciação, um rito, abertamente acatólico.*

            O que me deixa perplexa é que mesmo sabendo que o protestantismo é uma seita condenada pela Igreja Católica, que Lutero foi desligado na terra e no Céu, muitos católicos não conseguem enxergar a gravidade dessa informação! Para que fique mais claro, farei uma alusão: imaginem vocês se eu pegasse um pedaço de linho branco (católicos) e jogasse-o dentro de uma lama fétida, putrefata (protestantismo). Depois de alguns dias eu retirasse o tecido e lavasse-o com água e sabão. Faça a experiência, por mais que se esfregue a sujeira, o tecido fica encardido! Ou seja: por mais que a rcc tenha sido adaptada para fins católicos, ela sempre terá sua marca manchada pela gnose, pelo naturalismo, maniqueísmo, relativismo, hermetismo e romantismo típicos de suas origens pentecostais. Todos os argumentos de defesa para este movimento é em vão! Existem provas irrefutáveis de que é um fruto podre e que seu canto inteligível hipnotiza e sentimentaliza seus seguidores deixando-os totalmente reféns do “sentir para saber.”


Élida de Maria


Fontes de pesquisa:

- Apologética Católica com o Padre Júlio Maria de Lombaerde, + 1944 (Retirado do Livro "Luz nas Trevas - Respostas irrefutáveis as objeções protestantes".

- * Sítio Católico Tradicional: http://www.nossasenhoradasalegrias.com.br/p/apologetica.html

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Os mártires e o ecumenismo



Estamos no ano em que se comemora meio século do funesto Concílio Vaticano II.

Funesto pela sua origem. Funesto pelos seus frutos.

Entre diversos frutos perversos deste maldito Concílio, vamos hoje, enumerar somente um. Esse talvez seja o mais escandaloso: O ecumenismo.

Lembremo-nos primeiramente sobre o que diz o Santo Apóstolo:

“Os deuses dos pagãos são Demônios”; “Não quero que tenhais comunhão com os Demônios”.

E diante destas palavras como reagimos diante dos frutos deste Concílio? A encíclica Nostra Aetate, que saiu deste Concílio, nos diz para nos unirmos com os pagãos!

O que dizer dos encontros de Assis feitos por João Paulo II e Bento XVI?

O Concílio Vaticano II é contra a Doutrina Católica! É contra o Apostolo São Paulo! É Contra os mártires que derramaram seu sangue, deram suas vidas simplesmente por não aceitarem nenhum tipo de comunhão com os deuses pagãos.

Vejamos esse vídeo e tomemos nossa posição.
   
Ou somos a favor do Concílio Vaticano II ou somos a favor da Igreja de Sempre, Católica Apostólica Romana, herdeira dos mártires, santos e doutores.

Ser ecumênico é desprezar e cuspir no Sangue dos mártires que deram sua vida por Nosso Senhor.

Ser Católico e ecumênico ao mesmo tempo é impossível. 







Blog Uma só coisa é necessária

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

A modéstia católica e os planos da maçonaria.


Por Pe. Jacques Emily, FSSPX


Traduzido por Andrea Patrícia




Será que estamos nos últimos tempos? A nossa alma está em maior perigo de ser perdida para sempre nestes tempos do que nos séculos passados? São as palavras de São Paulo a Timóteo para o nosso tempo:

… Haverá um tempo em que não suportarão a sã doutrina, mas de acordo com seus próprios desejos, ajustarão mestres para si, tendo comichão nos ouvidos, e darão as costas à verdade, voltando-se às fábulas. (II Tm. 4,3-4)
  
Últimos tempos

Para responder a estas perguntas Nossa Senhora chegou à montanha de La Salette e advertiu-nos:

No ano de 1864, Lúcifer, juntamente com um grande número de demônios, será solto do inferno. Eles vão pôr fim à fé pouco a pouco, mesmo naqueles que se dedicam a Deus. Eles irão cegá-los de tal maneira que, a menos que sejam abençoadas com uma graça especial, essas pessoas irão assumir o espírito desses anjos do inferno; várias instituições religiosas perderão toda a fé e perderão muitas almas.

Livros maus serão abundantes na terra e os espíritos das trevas espalharão por toda parte um relaxamento universal em tudo que concerne ao serviço de Deus. Os chefes, os líderes do povo de Deus negligenciaram a oração e a penitência, e o demônio obscureceu sua inteligência. Eles tornaram-se estrelas errantes que o velho demônio arrastará com sua cauda para fazê-los perecer.

Sim, os sacerdotes estão pedindo por vingança, e a vingança paira sobre suas cabeças. Ai dos sacerdotes e pessoas consagradas a Deus, que por sua infidelidade e suas vidas perversas estão crucificando o meu Filho de novo! (Virgem de La Salette, 19 de setembro de 1846).

Nossa Senhora continua em sua mensagem apocalíptica para descrever com precisão todo o flagelo que irá atingir a humanidade: a vinda do Anticristo, juntamente com suas perseguições contra os fiéis e contra a Igreja. Ela, então, acaba por descrever a derrota final de Satanás e seus anjos e, assim, o triunfo final de Deus sobre seus inimigos.

Agora, quando Nossa Senhora disse em 1846 que estes tempos terríveis começariam em 1864, uma vez que Lúcifer e um grande número de demônios foram soltos do inferno, ela realmente quis dizer que, a partir daquela data a humanidade não estaria mais no curso normal da história. Em 1864, a humanidade teria entrado no último período da saga terrena da humanidade, um período em que Satanás iria liderar sua batalha final sangrenta seduzindo e destruindo almas.

O Papa Leão XIII, que recebeu em 13 de outubro de 1884 uma revelação de que Deus tinha dado permissão a Satanás para tentar destruir a Sua Igreja, levou este aviso muito a sério e compôs as Orações Leoninas a serem ditas depois de cada Missa. Ele, em seguida, publicou para os sacerdotes e fiéis o famoso exorcismo de São Miguel contra Satanás e os anjos rebeldes para proteger a humanidade contra as pragas que viriam.

Mais tarde o próprio São Pio X não hesitou em referir as calamidades presentes, a grande perversidade das mentes e os esforços furiosos “para apagar a memória e o conhecimento de Deus”, como “a antecipação e, talvez, o início destes males reservados para os últimos dias “(E Supremi Apostolatus, 4 de outubro, 1903).

Irmã Lúcia, a vidente de Fátima, também está absolutamente convencida de que estamos vivendo nos últimos tempos: aqui está o que ela explicou ao padre Agustin Fuentes, o postulador da causa de beatificação de Francisco e Jacinta, em uma conversa realizada em 26 de dezembro de 1957: “A Santíssima Virgem não me disse que estamos nos últimos dias do mundo, mas ela me fez entender isso por três razões.”

1) A BATALHA FINAL: A primeira razão é porque ela me disse que o diabo está no meio de travar uma batalha decisiva contra a Virgem Maria. E uma batalha decisiva é a batalha final, onde um lado será vitorioso e o outro lado sofrerá a derrota. Assim, a partir de agora temos de escolher um dos lados. Ou somos de Deus ou somos do diabo. Não há outra possibilidade.

2) OS ÚLTIMOS REMÉDIOS: A segunda razão é porque ela disse aos meus primos, bem como a mim mesma, que Deus está dando os dois últimos remédios para o mundo. Estes são o Santo Rosário e a Devoção ao Imaculado Coração de Maria. Estes são os dois últimos remédios, o que significa que não haverá outros.

3) O PECADO CONTRA O ESPÍRITO SANTO: A terceira razão é porque, nos planos da Divina Providência, antes que Ele esteja prestes a castigar o mundo, Deus sempre esgota todos os outros recursos. Agora, quando Ele vê que o mundo não presta qualquer atenção, então, como dizemos na nossa maneira imperfeita de falar, Ele oferece-nos com um certo receio o último meio de salvação, a Sua Mãe Santíssima. É com um certo receio, porque se você despreza e repudia este último meio, não teremos mais o perdão do céu, porque vamos ter cometido um pecado que o Evangelho chama de pecado contra o Espírito Santo. Este pecado consiste em rejeitar abertamente com pleno conhecimento e consentimento, a salvação que Ele oferece. Lembremo-nos que Jesus Cristo é um filho muito bom e que Ele não permite que ofendam e desprezem a Sua Mãe Santíssima. Temos registrado através de muitos séculos de história da Igreja o testemunho evidente que demonstra, pelos castigos terríveis que se têm abatido sobre aqueles que têm atacado a honra de Sua Mãe Santíssima, como Nosso Senhor Jesus Cristo sempre defendeu a honra de Sua Mãe Santíssima.

Se considerarmos agora o colapso trágico na Igreja Católica desde o último Concílio, o que se torna óbvio com a assombrosa queda da prática religiosa e das vocações, com o fechamento e venda de tantas igrejas, conventos, mosteiros, a perda da fé e valores morais básicos entre os sacerdotes e os fiéis, juntamente com a vasta e terrível propagação da homossexualidade dentro dos seminários e dioceses – quem não consegue ver a aplicação literal das palavras de Nossa Senhora de La Salette para os nossos tempos?

Se considerarmos que a Universidade Gregoriana (sem dúvida a mais prestigiada das cadeiras Romanas de aprendizagem) não só ensina o ecumenismo, mas confia o curso a um herege formal e cismático como doutor Carey, ex-arcebispo de Canterbury (The Universe, 119, 4 de junho de 2003), quem não consegue ver que nós chegamos a realização da profecia acima citada de São Paulo a Timóteo? É razoável pensar que tal conduta também cumpre a profecia de Nossa Senhora em La Salette que “Roma perderá a fé?”.

Quando consideramos que, desde 1975, os homens tem legalmente matado 45 milhões de bebês por ano, mais de 1,27 bilhões de bebês que foram massacrados ao comando de sua própria mãe! Como não ver que a fúria de Satanás acostumada a cegar e corromper a humanidade atingiu um nível sem paralelo na História?

Quando consideramos o que foi alcançado em todo o mundo pelos governos maçônicos para destruir a família e para virar de cabeça para baixo todos os valores morais em que a civilização cristã foi baseada, não somos as testemunhas horrorizadas de um mundo engolfando-se em um estado de barbárie, que pode terminar apenas em sua própria destruição? Podemos deixar de ver na construção deste Governo Mundial Maçônico Único a realização da profecia de Nossa Senhora nos avisando que:

Todos os governos civis terão um e mesmo plano, que será abolir e acabar com todo princípio religioso, para abrir caminho para o materialismo, o ateísmo, espiritualismo, e vícios de todos os tipos.

É estonteante considerar até mesmo poucas das realizações deste “único e mesmo plano (Maçônico)”: a legalização do divórcio e do aborto, a acessibilidade mesmo para as crianças de todos os tipos de contracepção, a educação sexual nos programas escolares, a degradação das mulheres através de modas indecentes, homossexualidade, eutanásia, violência e pornografia nos meios de comunicação, filmes e teatro… Quem não consegue ver que esses crimes estão clamando ao céu por vingança e que a vingança deve acontecer em nossas próprias portas?

A sociedade dos homens está em vésperas dos mais terríveis flagelos e dos mais graves acontecimentos. A humanidade deve esperar ser governada com uma barra de ferro e beber do cálice da ira de Deus (Nossa Senhora em La Salette).

 A NOSSA ALMA ESTÁ EM PERIGO MAIOR?

Tendo essas considerações em mente, parece bastante óbvio, que de fato entramos nos últimos tempos. E para responder à segunda pergunta, no início desta carta, (isto é, qual o perigo para a nossa alma?), infelizmente devemos dizer que a resposta é igualmente óbvia. Quando clérigos dos mais altos escalões agem contrariamente aos interesses da Igreja e do bem das almas, quando a sociedade legisla contra a Lei Divina e Natural, quando todos os tipos de corrupção e vício são amplamente, constantemente, e facilmente acessíveis a todos, mesmo aos mais jovens – o que mais se poderia esperar do que um número muito maior de pessoas perdendo suas almas agora do que no passado?

Nossa Senhora tinha também particularmente anunciado em sua mensagem para a irmã Maria Anna de Jesus no Convento da Imaculada Conceição, em Quito, em 02 de fevereiro de 1634, essa situação terrível para os nossos tempos. Considere o que Nossa Senhora tinha a dizer 200 anos antes de sua mensagem em La Salette sobre os acontecimentos que atingem a humanidade em nossos dias:

No final do século XIX e por uma grande parte do século XX, várias heresias irão prosperar nesta terra que têm se tornado uma república livre. A preciosa luz da Fé vai se extinguir nas almas por causa da quase total corrupção moral: naqueles tempos haverá grandes calamidades físicas e morais, em privado e em público. O pequeno número de almas mantendo a fé e praticando as virtudes será submetido a sofrimento cruel e indescritível; através de seu longo martírio muitos deles morrerão por causa da violência de seus sofrimentos, e estes contarão como mártires que deram suas vidas pela Igreja ou pelo país. Escapar de ser escravizado por essas heresias exigirá grande força de vontade, constância, coragem e grande confiança em Deus…

Naqueles dias, o espírito de impureza como um dilúvio de imundície vai inundar as ruas, praças e locais públicos. A licenciosidade será tal que não haverá mais almas virgens no mundo.

Por ter ganhado o controle de todas as classes sociais, as seitas tendem a penetrar com grande habilidade nos corações das famílias para destruir até mesmo as crianças. O diabo vai ter glória em alimentar perfidamente o coração das crianças. A inocência da infância vai quase desaparecer. Assim vocações sacerdotais serão perdidas, será um verdadeiro desastre. Padres irão abandonar seus deveres sagrados e afastar-se do caminho traçado para eles por Deus. (Quito, Equador, 02 de fevereiro de 1634).

Nossas almas estão em perigo enorme de serem engolidas por essa onda formidável de apostasia e corrupção, que está devastando a Igreja e o mundo. Tão grande é o perigo que, antes de deixá-los, eu me sinto compelido a corresponder mais uma vez ao desejo de Nossa Senhora e passar a vocês suas advertências: “E assim, meus filhos, vocês irão passar isso para todo o meu povo”.

 AS TRÊS MENSAGENS

O conhecimento destas mensagens que citei ou referi (Quito, La Salette e Fátima) são tão importantes para a compreensão da terrível situação social e religiosa da humanidade em nossos tempos que nós nos comprometemos a reproduzi-las, a fim de torná-las mais amplamente disponíveis para o maior número possível. “Quanto mais ela se espalhar, mais irá despertar um medo salutar e numerosos retornos a Deus” (Melanie, vidente de La Salette).

A publicação deste livro que intitulamos The Three Messages [As Três Mensagens], infelizmente teve que ser adiada por algumas semanas devido à minha partida para os EUA, mas você já pode encomendá-lo [entre em contato com: St. George's House, 125 Arthur Road, Wimbledon Park, London, SW19 7DR, United Kingdom].

Essas advertências de Nossa Senhora também tornam evidente para todos os católicos que o dever de manter a fé e preservar a alma em estado de graça é muito mais exigente em nossos dias do que era no passado por causa do maior poder dos demônios, da crise sem precedentes na Igreja, e do estado geral de corrupção e apostasia do mundo. A fim de manter a verdadeira fé e de manter sua alma pura e limpa de qualquer pecado, o cristão terá então que fazer esforços especiais na prática das virtudes, na oração comum e na recepção dos sacramentos, juntamente com o fim das vaidades, prazeres e modas do mundo que são a causa de todos os tipos de tentações e pecados.

A Irmã Lúcia falou ao Padre Fuentes sobre a necessidade de cada católico de assumir para si o trabalho de sua própria santificação e não esperar por ajuda de Roma ou de assistência antes de começar. O que é uma declaração terrível para Roma vinda da vidente de Fátima, quando pensamos nisso, mas como são relevantes para as nossas próprias vidas quando vemos a falha completa da hierarquia modernista romana em levar almas para Cristo!

“Padre, não devemos esperar que um apelo ao mundo venha de Roma por parte do Santo Padre, para fazer penitência. Também não devemos esperar que o apelo à penitência venha de nossos bispos em nossa diocese, nem das congregações religiosas. Não! Nosso Senhor já usou muitas vezes estes meios e o mundo não prestou atenção. É por isso que agora, é necessário que cada um de nós comece a reformar-se espiritualmente. Cada pessoa deve não apenas salvar a sua própria alma, mas também as almas que Deus colocou em nosso caminho… O diabo faz tudo em seu poder para nos distrair e tirar de nós o amor pela oração, seremos salvos juntos ou seremos condenados juntos”. (Irmã Lúcia ao Padre A.Fuentes).

Que terrível risco correm aqueles católicos, por sua própria alma e pelas almas de seus filhos, que deliberadamente ignoram os avisos e pedidos de Nossa Senhora, negligenciam as orações, o rosário, e os sacramentos. Estes pobres católicos deixam que o espírito do mundo entre em sua casa; gradualmente tornam-se mornos e, pensando que são bons católicos, eles não vêem mais o grande perigo que ameaça a si mesmos e suas famílias. 

Legado Espiritual Através de Maria e com Maria

Por isso, meus queridos fiéis, como é agora a última carta que estou escrevendo para vocês antes da minha partida para os Estados Unidos, gostaria de deixar, como uma espécie de legado espiritual, estas advertências da própria Nossa Senhora, que quer mais do que ninguém preservar vocês e suas famílias da corrupção deste mundo, que quer a vossa santificação, que quer sinceramente a sua salvação e de seus filhos. Meu coração sacerdotal quer ecoar uma vez mais para as vossas almas as palavras de nossa Mãe celeste e tal qual ela, nela, através dela e com ela, quer clamar a você de novo: Acautelai-vos, meus queridos filhos, os tempos são maus, o mundo é corrupto, a própria Igreja Católica está profundamente ferida por seus próprios membros, a ira de Deus está próxima, e castigos terríveis devem vir para purificar o mundo dos seus pecados!

NÃO SIGA A NOVA RELIGIÃO, NÃO SIGA A MODA

Então, meus queridos amigos, tenham cuidado e ouçam com atenção: não sigam os clérigos modernistas e sua nova religião, nem aqueles que se comprometem com eles! Não sigam o mundo e suas modas, não deixem seus filhos queridos serem corrompidos pelo sistema escolar, pela televisão, má companhia, música ruim, má literatura… Que também nossas queridas mães sempre proporcionem, à imagem de Maria, um bom exemplo de modéstia cristã aos seus filhos. “Enquanto a modéstia não for colocada em prática, a sociedade vai continuar a degradar” disse o Papa Pio XII. “A sociedade revela o que é pelas roupas que veste“. Da mesma forma, uma pessoa se revela pelas roupas que ela está vestindo. Por exemplo, a moda hoje para as mulheres é ter decotes, camisas justas, calças apertadas**, vestidos justos e/ou curtos. Até pouco tempo atrás, esse tipo de vestuário era indicativo de uma mulher de má fama atraindo seus clientes para o pecado. Por qual mistério ou lógica são essas modas agora praticadas em famílias católicas?

Não somos as testemunhas horrorizadas dessas pessoas que, na maior desolação da Corte Celestial, para a alegria dos demônios, e para o escândalo das almas inocentes, se atrevem a entrar em tal vestimenta na Igreja e até mesmo se aproximar da mesa da comunhão? E o que é mais chocante é ver um certo número de pessoas (poucas, felizmente, entre nossos fiéis) que acham isso perfeitamente normal e aceitável. Não disse a vocês que entramos nos últimos tempos? Não são essas modas apontadas e condenadas por Nossa Senhora em Quito e La Salette? Deve-se, infelizmente, temer que somente os castigos que virão serão capazes de abrir os olhos de tantas pessoas cegas.

Essas formas impuras, que exaltam as formas do corpo e mostram a carne, revelam, como o Papa Pio XII diz, o que esta sociedade realmente é e aquilo que ele representa. Mas sabemos que esta sociedade, que promove estas modas impuras, é a mesma que promove a educação sexual para crianças, que vende e exibe contraceptivos e pornografia em todos os lugares, que aborta seus bebês e promove a homossexualidade. Como é, então, que as nossas mulheres cristãs podem seguir essas modas abomináveis, símbolos e expressões de todos esses crimes desta sociedade decadente? Que as nossas queridas senhoras católicas, que carregam a graça do batismo em suas almas, considerem sua responsabilidade ao fazê-lo! Que elas possam refletir sobre as lágrimas de Nossa Senhora do Monte de La Salette e que elas possam, por amor de Deus e de Maria, nunca mais seguir essas modas que estão arrastando almas para o inferno. Não é porque é a “última moda” e porque “todo mundo faz” que a falta de modéstia não é mais pecado. Deus não mudou Sua lei, e as palavras do Espírito Santo pela boca de São Paulo ainda se aplicam em 2003!*

Ora, as obras da carne são manifestas. São elas: fornicação, impureza, imodéstia… Eu digo a você, como eu já predisse a vocês, que os que cometem tais coisas não irão obter o reino de Deus. (Gl 5,19-21)

Saibam e entendam que nenhum fornicador, ou impuro, ou avarento (por que é idolatria) tem qualquer herança no reino de Cristo e de Deus. Que ninguém vos engane com palavras vãs, pois é por causa destas coisas que a ira de Deus vem sobre os filhos da desobediência. Então, não se tornem cúmplices deles. (Ef 5,5-7)

Mais uma vez, vamos prestar atenção ao aviso de Nossa Senhora: “Virá um tempo em que certas modas ofenderão muito Nosso Senhor. As pessoas que servem a Deus não devem seguir esses estilos.” (Nossa Senhora de Fátima, 1917). Estas “certas modas” são as de hoje que estamos denunciando “na estação, fora da estação”, porque muitos perderam o senso de decência e ignoram completamente a nobreza e o valor de modéstia. Tão poucos ouvem as advertências de Nossa Senhora! É muito mais fácil seguir as modas do mundo, a fim de evitar ser retratado como “antiquado”, “tacanho”,” fanático”, e assim por diante. Então muitos católicos, infelizmente, acham que esta questão de moda é uma questão sem importância, e nós poderíamos ter concordado com eles, se só a Virgem Maria, São Paulo, os Papas e tantos santos não tivessem insistido tanto sobre este assunto, indicando que ele está longe de ser apenas uma ninharia. Aqui está o que Jacinta, repetindo quase palavra por palavra da advertência de Nossa Senhora, tem a dizer sobre isso: “Os pecados que lançam a maioria das almas para o inferno, são os pecados de impureza. Certos estilos que serão inventados irão ofender muito Nosso Senhor. As pessoas que servem a Deus não devem seguir essas modas.”.

UM PLANO MAÇÔNICO

Aqui reside a chave para este mistério ou lógica mencionada acima. Como é possível que essas modas que ofendem muito Nosso Senhor, e que eram antes a marca distintiva da profissão mais famosa do mundo, têm vindo a ser adotadas por famílias cristãs? A pequena Jacinta, inspirada por Nossa Senhora, responde a questão e nos diz que essas modas serão inventadas. Estejamos bem conscientes, meus caros amigos, que foram inventadas por ninguém menos que a seitas Maçônicas que tem a intenção de servir ao diabo e destruir a Igreja Católica. Por favor, preste especial atenção ao que eles têm a dizer sobre essa invenção diabólica que eles têm fomentado em suas Lojas:

“O catolicismo não teme uma espada muito afiada mais do que os monarquias temiam. Mas estes dois fundamentos da ordem social podem entrar em colapso sob a corrupção; nunca nos cansemos de corrompê-los. Tertuliano estava certo em dizer que do sangue dos mártires nascem cristãos; não vamos fazer mártires; mas vamos popularizar o vício entre as multidões; que eles possam respirar isso por meio de seus cinco sentidos; que eles possam beber e ficar saturados. Faça corações perversos e não haverá mais católicos.
É a corrupção em grande escala que empreendemos… a corrupção que deve um dia permitir-nos conduzir a Igreja à sua sepultura. Ultimamente, eu ouvi um dos nossos amigos rindo filosoficamente sobre nossos projetos, dizendo: “Para destruir o catolicismo, devemos acabar com as mulheres.” A ideia é boa de certa forma, mas já que não consegue se livrar das mulheres, vamos corrompê-las com a Igreja. Corruptio optimi, pessima. A melhor adaga para atacar a Igreja é a corrupção.” (Carta de Vindice para Nubius; [pseudônimos dos 2 líderes da Alta Vendita Italiana] datada de 09 de agosto de 1838) (não contém grifos nos originais)

Esta carta revelando a invenção diabólica denunciada por Jacinta foi escrita apenas oito anos antes da mensagem de Nossa Senhora em La Salette! Nós temos a forte impressão ao ler a mensagem de La Salette e esta carta de Vindice, de que Nossa Senhora, em certo sentido, fez o último alerta público à Igreja e a todos os católicos contra o perigo vindo deste ataque vicioso e diabólico pelos Maçons. É uma pena que tantos católicos desistiram desta batalha pela modéstia quando os Maçons não desistiram! Se para os católicos liberais a modéstia não tem importância, certamente não é assim para eles! Esta citação de uma carta escrita noventa anos depois da de Vindice, mostra a determinação e a tenacidade impressionante com as quais eles têm feito frutificar o seu plano.

“A religião não teme a ponta da adaga, mas pode desaparecer sob a corrupção. Não vamos nos cansar corrompê-la: nós podemos usar um pretexto como esporte, higiene, saúde. É necessário corromper, que nossos meninos e meninas pratiquem o nudismo no vestuário. Para evitar muita reação, seria preciso progredir de forma metódica: despirem-se, em primeiro lugar até o cotovelo, em seguida, até os joelhos, em seguida, braços e pernas completamente descobertos, mais tarde, a parte superior do tórax, os ombros, etc. etc.” (Revista Internacional da Maçonaria, 1928). (grifos não contém no original)

Por isso, meus queridos amigos, é de joelhos e em nome de Nossa Senhora que eu peço, depois de ler essas citações à luz das três grandes mensagens de Nossa Mãe do Céu, para compreender de onde essas modas imodestas e indecentes vêm. Elas são a realização de um plano diabólico para destruir suas famílias, a sociedade e a Igreja Católica. Este colapso de todos os valores morais, que destroem tudo que leva o nome de Cristo, foi anunciado por Nossa Senhora para os tempos em que estamos agora. É por isso que, depois de termos sido informados desse plano maçônico e das mensagens de Nossa Senhora, já não podemos ingenuamente pensar que essas “novas modas” são apenas o resultado normal das mudanças na sociedade e que elas não são tão seriamente erradas quanto eram antes! Não, meus caros amigos, não sejam seduzidos pelo canto das sereias dos tempos modernos e não pensem que esta maré suja, que tem devastado nossos países ocidentais e a Igreja, é uma evolução dos costumes inocentes que podemos seguir impunemente.

É por isso que, com Maria e por Maria, peço-lhe novamente, pela santificação e salvação de sua alma: “Não sigam essas novas modas, elas ofendem muito Nosso Senhor e elas levam as almas para o inferno”.

As palavras de Nossa Senhora, o ensinamento dos Papas, os exemplos dos santos e o conhecimento dos planos diabólicos da Maçonaria para destruir a Igreja Católica através da imodéstia e “liberalização” da mulher devem ser suficientes para convencer todos os católicos a impedir tais modas e princípios de entrar em suas casas. Mas não nos esqueçamos de que este ensinamento de Nossa Senhora e da Igreja é antes de tudo e principalmente com base no ensinamento de Nosso Senhor no Evangelho e nas abundantes referências nas epístolas de São Paulo sobre este assunto. Quando Jesus diz: “Mas eu vos digo que quem olhar com cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração” (Mt. 5,28), podemos estar certos de que se os homens são seriamente culpados pelo seu olhar de cobiça sobre as mulheres, também, as mulheres certamente não são inocentes por oferecerem novamente a maçã para comer, nem por quebrar as normas da modéstia estabelecidas pela Igreja. É então sobre essa declaração clara de Nosso Senhor que devemos basear o nosso julgamento em relação à moda, música moderna, danças, filmes, e todos esses tipos de entretenimento. A questão que um católico deve se perguntar sobre essas coisas não é se elas são atuais, na moda, ou se todo mundo está fazendo isso, mas se são para si e para outros uma ocasião de pecado. Não é por outra razão, por exemplo, que a música Rock’n ‘Roll é tão má, porque essa música e sua dança são uma incitação direta e voluntária às paixões e todos os tipos de impureza. “Foge do pecado como da face de uma serpente, pois se tu vens perto deles, eles vão tomar conta de ti” (Eclesiastes 21,2).

Coragem! A Graça tem abundado ainda mais!

Bem, meus queridos amigos, agora é tempo de concluir esta carta já muito longa, e recomendo a vocês novamente uma maior vigilância nestes tempos conturbados sobre as vossas almas e as almas de seus filhos. Nossas almas estão, de fato, em maior perigo nestes dias dos últimos tempos, mas não vamos desanimar e não nos esqueçamos de que Deus, em Sua infinita misericórdia nos dará ainda mais abundantes graças para superar essa dificuldade tremenda. Ele prometeu que Ele nunca nos deixará ser tentados além de nossas forças, e São Paulo nos assegura que: “onde a ofensa tiver abundado, a graça tem abundado ainda mais” (Rom. 5,20).

Vão então com confiança a esta fonte de graças que é o Sagrado Coração de Jesus, e Ele derramará Sua misericórdia em abundância nas vossas almas. Consagrem as suas famílias ao Coração Sacratíssimo de Jesus e rezem o rosário todos os dias com toda a família. Lembre-se das palavras da Irmã Lúcia: “Agora é necessário que cada um de nós comece a reformar-se espiritualmente” É por isso que eu sinceramente incentivo-os a ir a um bom retiro em Bristol, a fazer todos os esforços possíveis para ir regularmente à confissão, e para fazer de suas comunhões fervorosas e frequentes os mais importantes e solenes momentos da sua vida. Que o Imaculado Coração de Maria seja o refúgio que levará suas almas ao céu, e que ela possa manter sempre as vossas famílias queridas sob a sua mais especial proteção.

Pe. Jacques Emily é da FSSPX.
Original aqui.
Fonte: Maria Rosa
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Nota da tradutora:
*Ou 2012…
**Nota do blog A Grande Guerra (que republicou o artigo): creio que faltou ressaltar que não é só o fato da calça ser apertada que a torna imodesta, é claro que isso aumenta o grau da imodéstia, todavia, o uso de calças por mulheres, mesmo  que larga, vai contra a natureza e aqui é que mora o maior perigo. Deixo link de um pequeno especial sobre esse assunto.