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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Francisco I contra Pio XI


“Se falei mal, prova-o, mas se falei bem, por que me bates?” (São João XVIII,23)




Por Geovanne Maria Moreira.

Prezados amigos,

Salve Maria!

Assistimos estarrecidos a visita do Papa Francisco ao Brasil, suas declarações midiáticas, controversas e divorciadas do catolicismo. A dita Jornada Mundial da Juventude, que todos nós sabemos ser um evento não-católico, só deixou desolação na Terra de Santa Cruz, aos católicos, e muita euforia e festa aos dissidentes do catolicismo.

Muito bem. A cada declaração de Francisco, dever-se-ia tapar os ouvidos e, quando não, os olhos. Não temos e nunca tivemos tempo de acompanhar cada frase do Bispo de Roma (sic!), entretanto, ouvimos, após dada entrevista no Programa Fantástico, na TV Rede Globo de Televisão em 28 de julho do ano corrente, o vídeo do Sumo Pontífice em que era entrevistado por um jornalista.

Foram feitas algumas perguntas à Francisco e, muito claudicante, responde algumas perguntas às evasivas: “Não sei”, “não conheço as causas” e etc...

Uma das perguntas que lhe fora dirigida é sobre o êxodo de católicos ao protestantismo, nos últimos anos. Francisco diz, sinceramente, não saber a causa do êxodo de católicos para o protestantismo. Ora! Esta causa é tão clara, tão evidente e tão elementar que qualquer um saberia responder, entretanto, o Sumo Pontífice (sic!) diz não saber a causa desta aberração.

Pois bem! Se o Papa não arriscou um palpite, lá vamos nós:

domingo, 19 de maio de 2013

Betim/MG ainda tem salvação! PADRE DE BETIM/MG SURPREENDE FIÉIS.

 PADRE DE BETIM/MG SURPREENDE FIÉIS.

“Deus não apaga o pavio que ainda fumega...” Isaias 42,3

Prezados amigos,

Salve Maria!

Como é do conhecimento dos nossos leitores, aqui em Betim/MG, a Paróquia de Nossa Senhora do Carmo mantém um jornalzinho “Informativo Nossa Senhora do Carmo”. Este jornalzinho mensal já foi alvo de postagens neste blog, podendo ver aqui, aqui e aqui.

Depois de tantas coisas ruins, sucedeu que, este mês de maio, na edição maio 2013 – Nº 17 – Ano 2, o “Informativo” surpreendeu todos os católicos de Betim/MG ligados à Tradição! Na capa do Jornal, um tema bastante polêmico: “Maria e os irmãos de Jesus”.

Lendo a matéria apologética pudemos perceber e apreender do texto uns tons nada “ecumênicos”. Vejamos:

O texto começa da seguinte maneira: “A Bíblia nos ensina que Jesus teve irmãos na fé, pessoas que o acompanharam e seguiram seus ensinamentos, como os apóstolos e também os parentes do filho de Deus. Algumas correntes protestantes insistem em dizer que Maria e José tiveram outros filhos, mas veja alguns trechos do livro sagrado, que nos ajuda a entender quem foram os irmãos de Jesus”. E assim, se seguem várias passagens das Escrituras onde provam que a Virgem apenas teve como filho o Menino Jesus.

Depois das passagens das Escrituras, faz um resumo e fecha o assunto, não sem antes encerrar com este parágrafo que vale a pena reproduzir:

A doutrina Católica permanece fiel à tradição, comunicando o mesmo ensino dos Apóstolos ao logo dos séculos desde a fundação da Igreja por Nosso Senhor Jesus Cristo. Percebemos que o ensino apregoado por algumas vertentes protestantes, não condiz com ensino da tradição da Igreja, beirando sempre ao erro e espalhando sempre heresias.” (os grifos não contêm no original)

Acreditem se quiser!! Isso foi publicado num Jornal Paroquial!!

Vamos então, enumerar alguns pontos POSITIVOS que encontramos neste pequeno texto:

1º. Não chamam os protestantes de “irmãos separados” ou mesmo de “evangélicos” e sim do que eles realmente são: PROTESTANTES!

2º. Não foi um texto ecumênico!

3º. Escreveram: “Fiel à tradição”!

4º. Afirmaram que a Igreja foi fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo!

5º. E, por fim, condenou os protestantes pelos seus erros e heresias!

Uau! Há quanto tempo não se ouvia falar em erros e heresias... Em tempos de Vaticano II e em terra de cego, quem tem um olho é rei! O texto, subjetivamente, deixou clara a Virgindade Perpétua da Virgem Maria e a fotografia estampada na capa fez alusão à Pentecostes, com destaque a “Advogada nossa”.

Agora vamos para os pontos que são REGULARES – para não dizer, negativos:

1º. Trata da Virgem Maria como apenas “Maria”. Afinal, quem é Maria? Conheço centenas!

2º. Fala de José. Quem é José? Conheço centenas... Talvez tenham querido dizer: SÃO José...

3º. Tenta explicar tudo à Luz de versículos bíblicos (como os protestantes) e não faz menção clara a nenhum texto dos Santos sobre os supostos irmãos de Nosso Senhor.

Mas haverá gente para dizer: Ah! Isso não é nada... Mas, vejamos: Estamos em tempos de crise e um padre* escrever um texto apologético na capa do Jornal da paróquia isso é um verdadeiro milagre!

Dirão alguns: Mas, dizer verdades agora virou objeto de milagres? Meus irmãos, os senhores não compreendem o que sucede em Betim/MG. Aqui tem padre que postula em favor da contracepção e do controle de natalidade... Aqui tem padres que estão à serviço do PT... Aqui tem padres que celebram “missa” conga... Se formos enumerar as aberrações que acontecem aqui, ficaremos até o outro dia...

Enfim, de fato, em terra de cego, quem tem um olho é rei. Parabéns ao Pe. Willamy Moreira Feijó pela coragem de publicar um texto como este. Que a Virgem, aos poucos,  mude a cara de Betim/MG para que ela volte a ser o que antes era: A terra da Virgem do Carmo.

No Coração da Virgem!


* O padre em comento trata-se do Padre Willamy Moreira Feijó, pároco da Matriz da Igreja deNossa Senhora do Carmo. Pode ser que não tenha sido diretamente o mesmo quem tenha escrito o texto, entretanto, tem responsabilidade sobre ele e sua publicação.
Clique na foto para ampliá-la



quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Os erros protestantes e suas consequências


“O insensato não tem propensão para a inteligência, mas para a expansão dos próprios sentimentos” (Provérbios 18, 2)


Salve Maria!

            Caros amigos, nesses últimos meses tenho-me dedicado a estudar a grande riqueza que a Igreja Católica tem a oferecer aqueles que procuram conhecer seus tesouros. Dediquei-me aos estudos do protestantismo e sua má influência aos católicos e usei como base os escritos do Padre Júlio Maria e alguns sites que encontrei na internet com informações relevantes sobre o homem que deformou a fé e protestou contra a Santa Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo: Martinho Lutero.

            Lutero nasceu em Eisleben, na Saxônia (Alemanha) em 1483, e pôs fim a própria vida em 1546, cerca de 25 anos após a sua revolta contra a Igreja de Nosso Senhor. Sua mãe Margarida foi muito religiosa, porém, muito supersticiosa e dada a bruxarias e encantamentos, o que influiu muito no comportamento do filho. O jovem Lutero, depois de seus estudos de humanidades nas escolas locais de Mansfeld, foi estudar filosofia e direito na Universidade de Erfurt, onde se formou no ano de 1505. Em junho deste ano entrou para o Convento dos Agostinianos, "não por vocação, mas por medo da morte". Ele mesmo falou várias vezes desse "medo da morte" que determinou a sua entrada na religião. O Dr. Dietrich Emme, em seu livro: "Martinho Lutero - sua juventude e os seus anos de estudos, entre 1483 e 1505", Bonn, 1983, afirma que Lutero entrou no Convento só para não ser submetido à justiça criminal, cujo resultado teria sido, provavelmente, a pena de morte, por ter matado em duelo um seu colega de estudos chamado Jerônimo Buntz. Daí o seu "medo da morte" ao qual se referia freqüentemente. Então um amigo o aconselhou a se refugiar no Convento dos Eremitas de Santo Agostinho, que então gozava do direito civil de asilo, que o colocava ao abrigo da justiça. Foi aí que se tornou monge e padre agostiniano.
           
LUTERO ÉBRIO E ÍMPIO

            O pai do protestantismo confessa"Eu aqui me encontro insensato, e endurecido, ocioso e bêbado de manhã à noite... Em suma, eu que devia ter fervor de espírito, tenho fervor da carne, da lascívia, da preguiça e da sonolência". No entanto, chamava o Papa de "asno".

Sobre a oração dizia: "Eu não posso rezar, mas posso amaldiçoar. Em lugar de dizer 'santificado seja o vosso nome', direi: 'maldito e injuriado seja o nome dos papistas..., que o papado seja maldito, condenado e exterminado'. Na verdade é assim que rezo todos os dias sem descanso".

Sobre os mandamentos, dizia: "Todo o Decálogo deve ser apagado de nossos olhos, de nossa alma e de nos outros tão perseguidos pelo diabo... Deves beber com mais abundância, e cometer algum pecado por ódio e para molestar ao demônio...". Lutero não só afirmava que as boas obras nada valem para a salvação como as amaldiçoava.

Mas sobre o pecado, ele dizia: "Sê pecador e peca fortemente, mas crê com mais força e alegra-te com Cristo vencedor do pecado e da morte... Durante a vida devemos pecar".

Sobre a castidade, Lutero incentivou os monges, sacerdotes e religiosas a saírem de seus Conventos e se casarem. "O celibato - dizia - é uma invenção maldita" - "Do mesmo modo que não posso deixar de ser homem, assim não posso viver sem mulher".

Sobre a Virgem Maria, "a caneta" recusa a escrever as blasfêmias que proferiu contra a sua pureza (originalmente este texto foi publicado em forma de folheto, Nota do Editor).

Sobre Jesus Cristo, afirma que "cometeu adultério com a samaritana no poço de Jacó, com a mulher adúltera que perdoou..., e com Madalena...".

Sobre Deus: "Certamente Deus é muito grande e poderoso, bom e misericordioso..., mas é muito estúpido; é um tirano".

Seu último sermão em Wittenberg, em maio de 1546, foi um furioso ataque contra o Papa, o sacrifício da Missa e o culto a Nossa Senhora.

            Martinho Lutero tinha um temperamento extremamente mórbido e neurótico. Depois de sua revolta contra a Igreja, a sua neurose atingiu os limites extremos. Estudos especializados lhe atribuem uma "neurose de angústia gravíssima", do tipo que leva ao suicídio (Roland Dalbies, em "Angústia de Lutero"). O suicídio de Lutero é afirmado tanto por católicos como por protestantes. Eis o depoimento do seu criado, Ambrósio Kudtfeld, que mais tarde se tornou médico:

"Martinho Lutero, na noite que antecedeu a sua morte, se deixou vencer por sua habitual intemperança, e com tal excesso, que fomos obrigados a carregá-lo totalmente embriagado, e colocá-lo em seu leito. Depois nos retiramos ao nosso aposento sem pressentir nada de desagradável. Pela manhã voltamos ao nosso patrão para ajudá-lo a vestir-se, como de costume. Mas, que dor! Vimos o nosso patrão Martinho pendurado de seu leito e estrangulado miseramente.

Este relato do suicídio de Lutero foi publicado em Anversa, no ano de 1606, pelo sensato Sedúlius. Dois médicos comprovaram os sintomas de suicídio relatados pelo seu doméstico Kudtfeld. Foram eles Cester e Lucas Fortnagel. As informações desse último foram publicadas pelo escritor J. Maritain, em seu livro: "Os Três Reformadores". Nesse livro o autor oferece ainda uma impressionante lista de amigos e companheiros de Lutero que se suicidaram. A marca que Lutero deixou foi a tentação de se pretender reformar a irreformável obra de Nosso Senhor Jesus Cristo, a sua Igreja. E até nos meios católicos ditos progressistas, se está pretendendo reformar, não os homens da Igreja, mas a própria Igreja. Quais as conseqüências disto? A PROTESTENTIZAÇÃO DE MUITOS CATÓLICOS!

Depois do Concílio Vaticano Segundo, quando satanás já se fazia presente dentro da Santa Igreja disfarçado de fumaça, deu-se início então, uma grotesca “primavera” e mais uma vez a sombra de Martinho Lutero volta para o seio da Esposa de Nosso Senhor, só que agora escondido sob um véu denominado RCC – Renovação Carismática Católica, que para muitos Bispos serve como uma “tábua de salvação” para encher as suas igrejas.

            Não é segredo para ninguém que a Rcc *surgiu com a participação de alguns católicos em assembléias de pentecostais protestantes e com a recepção do “batismo do Espírito” por obra dos mesmos. Em 13 de janeiro de 1967, “dia da oitava da Epifania, consagrado pela liturgia católica à celebração do batismo de Jesus por meio do Espírito Santo no Jordão, ... eles [os fundadores do pentecostalismo] encontravam-se na casa de Miss Florence Dodge, uma presbiteriana que havia organizado um grupo de oração há algum tempo. O grupo reunia-se em sua casa com regularidade e ela habitualmente dirigia essas reuniões” (Le Retour de l’Esprit, p. 22, ed. du Cerf, Paris – livro dos Ranaghan, que figuraram entre os primeiros “pentecostistas católicos” e também entre os primeiros em escrever sobre o movimento carismático).

            Mais tarde, três professores de Pittsburg e a esposa de um deles assistiram uma primeira reunião carismática: “Deixou-nos uma impressão duradoura, diz um deles, de que ali operava o Espírito [?]” (Ibidem, p. 23). Dois dos professores (Ralph Keifer e Patrick Bourgeois) assistem à reunião seguinte: “terminou – diz Ralph Keifer – quando Pat [Patrick Bourgeois] e eu pedimos que rezassem conosco a fim de recebermos o batismo do Espírito.

            Em poucas palavras: a corrente carismática passou do protestantismo herético e iniciático aos supostos católicos, provocando “efeitos maravilhosos” de ardor religioso que não podem ser explicados por uma causa sobrenatural, porque o Senhor não pode de maneira alguma participar de uma experiência feita por católicos desobedientes à Igreja, em um ambiente herético e com uma iniciação, um rito, abertamente acatólico.*

            O que me deixa perplexa é que mesmo sabendo que o protestantismo é uma seita condenada pela Igreja Católica, que Lutero foi desligado na terra e no Céu, muitos católicos não conseguem enxergar a gravidade dessa informação! Para que fique mais claro, farei uma alusão: imaginem vocês se eu pegasse um pedaço de linho branco (católicos) e jogasse-o dentro de uma lama fétida, putrefata (protestantismo). Depois de alguns dias eu retirasse o tecido e lavasse-o com água e sabão. Faça a experiência, por mais que se esfregue a sujeira, o tecido fica encardido! Ou seja: por mais que a rcc tenha sido adaptada para fins católicos, ela sempre terá sua marca manchada pela gnose, pelo naturalismo, maniqueísmo, relativismo, hermetismo e romantismo típicos de suas origens pentecostais. Todos os argumentos de defesa para este movimento é em vão! Existem provas irrefutáveis de que é um fruto podre e que seu canto inteligível hipnotiza e sentimentaliza seus seguidores deixando-os totalmente reféns do “sentir para saber.”


Élida de Maria


Fontes de pesquisa:

- Apologética Católica com o Padre Júlio Maria de Lombaerde, + 1944 (Retirado do Livro "Luz nas Trevas - Respostas irrefutáveis as objeções protestantes".

- * Sítio Católico Tradicional: http://www.nossasenhoradasalegrias.com.br/p/apologetica.html

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Os mártires e o ecumenismo



Estamos no ano em que se comemora meio século do funesto Concílio Vaticano II.

Funesto pela sua origem. Funesto pelos seus frutos.

Entre diversos frutos perversos deste maldito Concílio, vamos hoje, enumerar somente um. Esse talvez seja o mais escandaloso: O ecumenismo.

Lembremo-nos primeiramente sobre o que diz o Santo Apóstolo:

“Os deuses dos pagãos são Demônios”; “Não quero que tenhais comunhão com os Demônios”.

E diante destas palavras como reagimos diante dos frutos deste Concílio? A encíclica Nostra Aetate, que saiu deste Concílio, nos diz para nos unirmos com os pagãos!

O que dizer dos encontros de Assis feitos por João Paulo II e Bento XVI?

O Concílio Vaticano II é contra a Doutrina Católica! É contra o Apostolo São Paulo! É Contra os mártires que derramaram seu sangue, deram suas vidas simplesmente por não aceitarem nenhum tipo de comunhão com os deuses pagãos.

Vejamos esse vídeo e tomemos nossa posição.
   
Ou somos a favor do Concílio Vaticano II ou somos a favor da Igreja de Sempre, Católica Apostólica Romana, herdeira dos mártires, santos e doutores.

Ser ecumênico é desprezar e cuspir no Sangue dos mártires que deram sua vida por Nosso Senhor.

Ser Católico e ecumênico ao mesmo tempo é impossível. 







Blog Uma só coisa é necessária

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Tristes piadas: o Concílio visto por seus defensores

Historinha publicada em Viva il Concilio
Tradução e comentário Lucia Zucchi 

Dentre o farto noticiário sobre o Concílio Vaticano II publicado nos últimos dias, encontra-se o endereço de um site italiano dedicado inteiramente a esse evento. Entre documentos conciliares, precursores, estudos e análises, os responsáveis têm publicado textos de uma coletânea de piadas e histórias curiosas, Le “bolle” del Concilio,  publicado em Turim em 1967. Uma dessas histórias – se não for verdadeira, muito bem inventada – mostra o Cardeal Ottaviani, lembrado como titular do Santo Ofício e crítico da Missa Nova de Paulo VI:

O Cardeal Ottaviani reza durante o Concílio com renovado fervor. Durante as assembleias gerais, pode-se vê-lo prostrado aos pés do Santíssimo Sacramento por longas horas. Seus assessores estão começando a se inquietar. Finalmente, um deles decide e pergunta se há algo acontecendo.
 - Ai de mim!, ele responde, eu estou implorando ao céu para chamar-me e, sobretudo, para não esperar o fim do Concilio para fazer isso…

- Mas, por que diabos tanta pressa?
 - Porque eu faço questão de morrer católico …

Seria cômico, se não fosse trágico!  A perda da condição de católico que o Cardeal temia, aconteceu, na sequência do Concílio, a multidões de padres, religiosos e simples fiéis…

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Vídeo - Sinopse de erros imputados ao famigerado CVII

Prezados amigos,

Salve Maria!

Abaixo, um vídeo que narra o trabalho feito pela FSSPX sobre os erros imputados ao Concílio Vaticano II. O autor do vídeo, cuidadosamente tratou de narrar o texto e escrevê-lo a fim de facilitar a leitura dos consulentes.

Agradecemos a colaboração pelo trabalho bem feito pelo autor do vídeo e pela divulgação de tão rico material.

No Coração da Virgem Mãe Aparecida!





sexta-feira, 22 de junho de 2012

Perguntas e respostas sobre a crise na Igreja. Impossível não ler!

A CRISE NA IGREJA

Foto de abertura do Concílio Vaticano II
Que participação tem os bispos na crise atual da Igreja?
“A crise da Igreja é uma crise de bispos,” disse o Cardeal Seper. Entre os quatro mil bispos da Igreja Católica, há certamente os que querem ser católicos e servir a Fé; mas, com a maior parte deles a Fé é muito maltratada. Em vez de defendê-la, permitem padres e professores que negam abertamente uma ou muitas verdades de Fé; pior ainda, os encorajam. Muitos bispos sustentam, eles mesmos, posições incompatíveis com a Fé e a Moral católicas.

Pode-se citar alguns exemplos?
Na França, o Cardeal Lustiger, Arcebispo de Paris, falecido em 2007, dizia publicamente que os judeus não precisam se converter ao Cristianismo. O proselitismo com eles não teria nenhum sentido.
De modo análogo, Monsenhor Doré, Arcebispo de Estrasburgo (e antigo decano da Faculdade de Teologia do Instituto Católico de Paris), nega que os judeus, tendo recusado a Cristo, possam ser considerados “infiéis” e “cegos”: não são eles que devem se converter, mas ao contrário, os católicos que usurparam seu lugar, pretendendo-se o “Novo Israel”.

Podem-se citar outros exemplos de bispos traindo a Fé Católica?
São, infelizmente, abundantes. Em 2001, a Comissão Doutrinal dos Bispos da França encorajou publicamente a leitura da Bíblia das Edições Bayard, sublinhando “sua fidelidade profunda à Revelação Divina”. Ora, essa edição da Bíblia nega a historicidade dos fatos descritos nos Evangelhos. Em 2003, o bispo de Limoges, Monsenhor Dufour declarou no sermão: “Nós não sabemos se Deus existe. Não sabemos com certeza científica; mas podemos saber pela Fé.” Ora, São Paulo e a Igreja ensinam que a existência de Deus pode ser conhecida com certeza, pela razão, mesmo sem a Fé.” (Se alguém disser que o Único e Verdadeiro Deus, nosso Criador e Mestre, não pode ser conhecido com certeza pela luz natural da razão humana, por meio da coisas que foram criadas, seja anátema. Concílio Vaticano I, Constituição Dei Filius, DS 3026).
Em 6 de novembro de 1997, durante uma conferencia em Berlim, o Presidente da Conferência Episcopal Alemã, Monsenhor Karl Lehmann, nomeou Lutero “Doutor Comum”, título que habitualmente dado pela Igreja a Santo Tomás de Aquino!
A lista desses exemplos poderia ser prolongada indefinidamente. É um fato, infelizmente, que numerosos bispos contradizem artigos de Fé fundamentais.

O Papa tem também parte na atual crise na Igreja?
Como já evocamos, uma das características da crise atual na Igreja é ser fomentada pelas mais altas autoridades da Igreja. Os papas, até o presente, favoreceram essa crise: 1°) apoiando teólogos modernistas; 2°) defendendo eles mesmos opiniões e promovendo ações inconciliáveis com a Fé católica; 3°) pondo obstáculos ao trabalho dos defensores da Fé.

O Papa João XXIII tem responsabilidade pela crise atual?
João XXIII (1958 – 1963) é o papa que fez explodir a crise que estava encubada há décadas. Apesar das vozes que o alertavam, convocou o Concílio Vaticano II. Seu aggionarmento virou a palavra de ordem de uma perturbação sem limites, assim como da introdução do espírito do mundo na Igreja.

Pode-se verdadeiramente repreender João XXIII pela convocação do Vaticano II?
Mais ainda pela convocação em si mesma, deve-se repreender em João XXIII a finalidade e o espírito dessa convocação. No discurso de abertura do Concílio, João XXIII, depois de ter lembrado que a Igreja nunca deixou de condenar os erros, continuou: “Mas, hoje, a Esposa de Cristo prefere recorrer ao remédio de misericórdia de preferência a brandir as armas da severidade. Ela pensa que, em vez de condenar, responde melhor às necessidades de nossa época colocando mais em destaque as riquezas de sua doutrina. Claro, não faltam doutrinas e opiniões falsas, perigos que se devem alertar e que se devem rejeitar; mas tudo isso é tão manifestamente oposto aos princípios da honestidade e trás frutos tão amargos que hoje os homens parecem começar a condená-las por si mesmos.”
O Papa opunha-se também aos “profetas de desgraças” e pensava que os desapareceriam por si mesmos “como neblina sob o sol”.

O que há de culpável nessas declarações?
Esse ponto de vista ingênuo não tem nada a ver com a realidade. O budismo, o islamismo, o protestantismo são erros que existem a séculos e nunca desapareceram por si mesmos. Ao contrário, propagam-se sempre mais, porque a Igreja hoje se recusa a condená-los. Na própria Igreja, apesar das previsões otimistas do Papa João XXIII, a Verdade não resplandeceu; pelo contrário, uma multidão de erros se espalhou.

Há outros exemplos do pacifismo de João XXIII?
Monsenhor Lefebvre, membro da Comissão Preparatória do Concílio foi testemunha de um episódio pior ainda. Quando se escolhiam os peritos do Concílio, ele se surpreendia de encontrar nas listas, contrariamente ao regulamento, ao menos três padres que tinham sido condenados por Roma por causa de sua doutrina. No fim da reunião, o Cardeal Ottaviani veio até Monsenhor Lefebvre e explicou que aquele havia sido o desejo expresso do papa. O papa queria no Concílio, peritos cuja integridade da Fé estava sujeita a precaução.

Qual foi a atitude de seu sucessor, o Papa Paulo VI?
O Papa Paulo VI (1963 – 1978), que continuou com o Concílio após a morte de João XXIII, apoiou abertamente os liberais. Nomeou quatro cardeais – Dopfner, Suenens, Lecaro e Agagianian – moderadores do Concílio. Os três primeiros eram liberais bem conhecidos; o quarto, uma personalidade pouco marcante.

Paulo VI não se opôs, durante o Concílio, aos bispos liberais (notadamente durante o que estes chamaram de “semana negra” em novembro de 1964)?
Paulo VI as vezes freou os liberais mais extremistas; mas, geralmente, favoreceu os liberais mais moderados. Em 7 de dezembro de 1965m declarou aos bispos reunidos para o encerramento do Concílio: “A Religião do Deus que se fez homem encontrou-se com a religião – pois o é – do homem que se faz deus. O que aconteceu? Um choque, uma luta, um anátema? Isso poderia ter ocorrido: mas não aconteceu. A velha história do Samaritano foi o modelo da espiritualidade do Concílio. Uma simpatia sem limites invadiu-o todo inteiro. A descoberta das necessidades humanas (e elas são tanto maiores quanto o filho da terra se faz maior) absorveu a atenção do nosso Sínodo. Reconhecei ao menos esse mérito, vós, humanistas modernos, que renunciais à transcendência das coisas supremas, e sabei reconhecer nosso novo humanismo: nós também, mais que quaisquer outros, nós temos o culto do Homem.” Discurso do encerramento do Concílio, em 7 de dezembro de 1965. DC 1462 (1966).

O que se deve pensar dessa declaração?
Pode-se compará-la à ordem dada por São Pio X em sua primeira encíclica: “É preciso, por todos os meios e ao preço de todos os esforços, desarraigar inteiramente essa monstruosa e detestável iniquidade própria dos tempos em que vivemos, e pela qual o homem se substitui a Deus.”
Nota: Na encíclica Supremi Apostolatus, São Pio X designava, no passado, como uma característica própria ao Anti-Cristo o fato de que o homem, com uma temeridade sem nome, usurpou o lugar do Criador, elevando-se acima de tudo o que carrega o nome de Deus. E a um tal ponto que, impotente para extinguir completamente em si a noção de Deus, ele se afasta do julgo de sua majestade e dedica-se a si mesmo o mundo visível como um templo, onde pretende receber as adorações de seus semelhantes.

De onde pode provir essa ideia de culto do homem?
A maçonaria, que tem por objetivo a destruição da Igreja Católica, prega o culto do homem. Ouvindo Paulo VI, os maçons devem ter saboreado seu triunfo. Não é exatamente a realização dos planos que forjaram no século XIX?

Como se podem conhecer os planos traçados pela maçonaria contra a Igreja?
Os planos da maçonaria são conhecidos, entre outros, pela correspondência secreta dos chefes Alta Venda italiana, que caiu nas mãos da policia do Vaticano em 1846 e cuja a publicação foi ordenada pelo Papa Gregório XVI.

O que prevêem esses planos maçônicos?
A correspondência apreendida e publicada mostra que os maçons queriam tudo empreender para que, um dia, pudesse subir no Trono de Pedro o que chamavam de “Um papa segundo nossas necessidades”. E explicavam: “Esse pontífice, como a maior parte de seus contemporâneos, estará necessariamente, mais ou menos imbuído dos princípios (...) humanitários que iremos começar a colocar em circulação (...) Vós tereis pregado uma revolução em tiara e pluvial, andando com a cruz e o estandarte, uma revolução que não terá mais necessidade de ser enfurecida, para colocar fogo nos quatro cantos da Terra.

Pode-se dizer verdadeiramente que Paulo VI foi esse papa imbuído dos princípios humanitários?
O hino seguinte, que foi entoado pelo Papa Paulo VI, quando o homem pisou na lua, poderia muito bem convir à boca de um maçom: “Honra ao Homem, ao Pensamento, à Ciência, à Técnica, ao Trabalho, à ousadia humana (...) Honra ao Homem, Rei da Terra e agora Príncipe dos Céus.” Paulo VI, 13 de julho de 1969, DC n° 1580 (1971), p. 156.

Paulo VI tem outras responsabilidades pela crise atual?
Paulo VI foi também o papa que introduziu o novo rito da Missa, cuja nocividade analisaremos em parte específica.

O que é preciso assinalar ainda sobre Paulo VI?
Foi sob o reinado de Paulo VI que começou a perseguição dos padres que queriam permanecer católicos e se recusavam a entregar os fiéis ao protestantismo, ao modernismo e à apostasia.

João Paulo II não operou uma reestruturação?
Dotado de um temperamento mais forte que Paulo VI, João Paulo II (1978 – 2005) podia parecer mais firme em certos pontos mas ele também se engajou mais resolutamente na via das novidades. Promoveu ações às quais, antigamente, estava ligada a nota de apostasia ou de suspeita de heresia.

Pode-se citar um exemplo?
Em 29 de maio de 1982, João Paulo II recitou o Credo com o pretenso arcebispo anglicano, Monsenhor Runcie, na Catedral Canterbury. Depois, ainda deu a benção com ele. O chefe anglicano estava vestido com todos os seus paramentos pontificais, embora não passasse de um leigo em razão da invalidade das Ordens Anglicanas.

Há outros exemplos do gênero?
Há piores: a cooperação em ritos idolátricos. Em agosto de 1985, João Paulo II participou de um rito animista num bosque sagrado, em Togo. Em 2 de fevereiro de 1986, em Bobaim, recebeu na testa o Tylak, simbolizando o terceiro de Shiva. Em 5 de fevereiro, em Madras, recebeu o Vibhuti (cinzas sagradas), sinal dos adoradores de Shiva e de Vishnu.

Até onde foi a cooperação do papa com os falsos cultos?
O triste ápice dessas atividades ocorreu na reunião de Assis de 27 de outubro de 1986. O Papa havia convidado todas as religiões do mundo para vir rezar pela paz, em Assis, cada uma seguindo seu rito. As igrejas católicas foram postas à disposição para a celebração de ritos pagãos. Na Igreja de São Pedro, fez-se mesmo entronizar uma estátua de Buda sobre o Tabernáculo.

Mas não é bom promover a paz e rezar nessa intenção?
Não é a paz, mas a idolatria e a supertição que são más, porque atentam gravemente contra a honra de Deus. Ora, uma boa intenção nunca pode permitir o cometimento ou o encorajamento de atos maus em si.

João Paulo II parou por ai?
Desde 1986, João Paulo II continuou a encorajar todos os anos as reuniões inter-religiosas do tipo de Assis. Mas ele também continuou com os gestos espetaculares de apoio às falsas religiões. Em 14 de maio de 1999, beijou publicamente o Alcorão. A fotografia desse gesto, abundantemente espalhada nos países muçulmanos, somente pôde confortar os maometanos em sua falsa religião.

Bento XVI não anunciou um retorno à Tradição?
Bento XVI é, sem dúvida, mais favorável a tradição litúrgica do que João Paulo II. Deu mais liberdade à liturgia tradicional por seu Motu Proprio de 07 de julho de 2007, apesar da oposição de numerosos bispos (notadamente na França e na Alemanha).
Mas se tem o coração tradicional, também recebeu uma formação modernista. Nos livros que escreveu quando era jovem teólogo, encontram-se numerosas afirmações contra a Fé, por vezes no limite da heresia. Mesmo que aparentemente tenha mudado de opinião sobre alguns pontos, não desautorizou seus antigos erros. Seu livro A Fé cristã ontem e hoje, por exemplo, ainda editado e vendido, coloca em questão, entre outras coisas, a Divindade de Cristo.
Bento XVI quer também salvar o Concílio Vaticano II. É por isso que tenta situá-lo na continuidade da Tradição. Veremos que isso é impossível.

Bento XVI promoveu gestos tão escandalosos como João Paulo II?
O Pontificado de Bento XVI apresenta-se mais sério do que seu predecessor. Apesar de tudo, já fez alguns atos que não são compatíveis com a Fé Católica.
Na Missa de exéquias de João Paulo II, onze dias antes de ser eleito papa, o Cardeal Ratzinger deu a comunhão na mão ao Irmão Roger Schtz, de Taizé, sabendo que ele era protestante.
No curso da mesma Missa, falou de João Paulo II “apoiando-se na janela da casa do Pai”, indicando assim que João Paulo II já estaria no Paraíso esmigalhando o Purgatório e procedendo a uma canonização instantânea.
Na sua primeira homilia papal, Bento XVI prometeu promover o diálogo ecumênico do qual o Papa João Paulo II se teria feito campeão.
Em 19 de agosto de 2005, apenas quatro meses depois de sua eleição, visitou a sinagoga de Colônia, dando assim a entender que o culto que lá é celebrado seria agradável a Deus (não se tratava, evidentemente, de um passeio turístico ou privado, mas de um gesto público, fortemente simbólico, que Bento XVI acrescentou por iniciativa própria, à agenda de sua visita à Alemanha).
Em 30 de novembro de 2006, Bento XVI se pôs descalço (e calçou calçados islâmicos brancos) para penetrar na mesquita azul de Istambul. Ali, depois de virar-se para Meca, recolheu-se por alguns instantes, de mãos cruzadas sobre o ventre. Aqui também sua atitude deu a entender que o culto praticado nessa mesquita era legítimo e agradável a Deus.
No dia 04 de fevereiro de 2008, Bento XVI modificou o Missal tradicional, suprimindo qualquer menção à cegueira dos judeus na oração feita na intenção dos mesmos, na Sexta-Feira Santa.
Fonte: Catecismo da Crise na Igreja – Pe. Matthias Gaudron – FSSPX – 2.011- Editora Permanência

sexta-feira, 8 de junho de 2012

O desastroso Concílio Vaticano II e seus mentores

Nota do blog:  Não conheço texto curto tão claro quanto o que vai abaixo. Se há poucas pessoas a quem devemos responsabilizar pela monstruosa crise da Igreja, estas são exatamente os três mosqueteiros modernistas. Em séculos anteriores, estes senhores seriam calados pela Igreja, excomungados ou até condenados com a pena de morte. Na Igreja conciliar eles foram homenageados, paparicados, elogiados, incensados, purpurados, etc. Leiam e entendam um pouco mais a confusão atual.


Os Três Mosqueteiros Modernistas

Pe. Dominique Bourmaud, FSSPX
Angelus Magazine, Jan/Fev 2012
Tradução autorizada


É impossível falar sobre a gênese do Concílio Vaticano II sem mencionar as figuras principais de todo o movimento. Mencionemos três nomes, que evidenciam claramente como pessoas de tão diferentes culturas e formações chegaram a conclusões similares: Henri de Lubac, Yves Congar e Karl Rahner.

Muitas coisas unem estes três homens. Todos eles tiveram uma longa história como professores universitários; todos estiverem sob escrutínio teológico por suas ideias modernistas, no pontificado de Pio XII; todos foram de algum modo disciplinados ou retirados de seus cargos. Todos foram, então, miraculosamente reintegrados como periti conciliares às vésperas do Concílio. Suas ideias e ensinamentos passaram a ser conhecidos com o nome genérico de “a nova teologia” e influenciaram os princípios do magistério conciliar. Todos eles se tornaram expertos dos papas subsequentes e muitas honras e louvores lhes foi tributados pela Igreja pós-conciliar.

Pio XII dedicou pouco tempo à nova teologia e seus avançados professores. Eles representavam para ele a cauda atrasada da antiga onda modernista, tão vigorosamente condenada por São Pio X em sua Pascendi de 1907. O papa reiterou a condenação da nova – antiga – tendência na encíclica Humani Generis: “Outros [de Lubac] destroem a gratuidade da ordem sobrenatural, pois Deus, eles dizem, não pode criar seres intelectuais sem ordená-los e orientá-los à visão beatífica... Alguns [de Lubac, Congar] reduzem a uma fórmula sem sentido a necessidade de pertencer à verdadeira Igreja a fim de obter a salvação eterna. Outros finalmente depreciam o caráter razoável de credibilidade da fé cristã.”

Os Herdeiros dos Modernistas

De Lubac, em suas Mémoires, explica que ele devorou apaixonadamente a estranha filosofia do filomodernista Blodel, mas também a do mais abertamente modernista Lachelier. “Naquele tempo, tais leituras constituíam, em geral, um fruto proibido. Mas graças a professores indulgentes, estas não eram nunca consideradas atividades clandestinas.” Como professor, de Lubac devotava maior parte do seu tempo ensinando e escrevendo a uma distância segura de polêmicas, evitando habilmente qualquer censura.

Congar não teve a mesma sorte. Menos contido, ele era repetidamente exilado em Jerusalém, então chamado a Roma e Cambridge novamente, terminando o período pré-conciliar em Estrasburgo. De Roma, ele podia escrever com toda a impunidade: “O curso que ofereço atualmente, De Ecclesia, apesar do tom ingênuo, é minha resposta real; é minha dinamite real sob os assentos dos escribas! Aguardo e aproveito as ocasiões que surgem para expressar publicamente minha recusa às mentiras do sistema.”

Dos anos iniciais de Rahner pouco é conhecido. Ainda assim, parece que a duplicidade de seus confrades não lhe é totalmente desconhecida. Se não, como pode ele citar Santo Tomás em cada página de sua filosofia, que é o oposto do tomismo? Como pode ele pretender ser um teólogo católico explicando os mistérios fundamentais de nossa fé como uma espécie de panteísmo? O italiano Fabro o acusa, com justiça, de ser um deformador sistemático, chocando-se ruidosamente com teses tomistas, como um homem surdo num concerto musical.

A “Nova Teologia”

O termo “nova teologia” foi cunhado para descrever a escola de pensamento organizada em torno de de Lubac, que atraiu muitos amigos dentre os jesuítas de Fourvière, sua residência no período que lecionava na universidade de teologia de Lion. Esse grupo poderoso incluía os futuros cardeais Danélou e von Balthasar. Eles exerceram alguma influência também sobre o jesuíta Teilhard de Chardim e sobre os dominicanos Chenu e Congar. Uma mente brilhante e um escritor competente, a cultura de de Lubac era universal; todavia, sua preferência se direcionou para a crítica histórica e da patrística, com profusas citações do dúbio Orígenes, ainda mais prontamente por sua aversão à teologia escolástica.

A nova teologia é também caracterizada por sua rejeição a uma autoridade soberana do magistério – que pavimenta o caminho que leva à tradição viva, a uma definição da Revelação como a Pessoa de Cristo vivente – e sua rejeição da ordem sobrenatural que leva ao louvor da dignidade do homem enquanto simplesmente homem. A exaltação do homem e a desvalorização do magistério da Igreja abrem as portas para o diálogo universal tanto com cristãos quanto com não cristãos. Uma fórmula, que condensa todo o espírito lubaquiano, consagraria sua fama no Concílio: “Ao revelar o Pai e por ser revelado por Ele, Cristo completa a revelação do homem a si mesmo... É por meio de Cristo que a pessoa alcança a maturidade, que o homem emerge definitivamente do universo...” O cardeal Siri descreveu certa vez todo o trabalho de Pe. de Lubac como “evasivo”, porque ele efetivamente nega todos os primeiros princípios da filosofia. Pio XII também condenou a Nova Teologia em setembro de 1946, e protestou acerca a duplicidade dos jesuítas de Lion. Nesta curta exposição, só podemos oferecer um relance da principal doutrina que cada mosqueteiro trouxe ao magistério do Concílio. De Lubac poda a essência da verdade; Congar adota um ecumenismo amplo e Rahner ataca o papado.

O Historicismo de de Lubac

Historicismo é a teoria que afirma que a verdade da fé varia segundo a época. A teologia, para permanecer viva, deve evoluir com os tempos. É uma forma mitigada de ceticismo aplicada à Fé. Eis alguns aspectos em que de Lubac se mostra um teólogo historicista: ele rejeita qualquer imposição da fé desde fora. “Nada é mais inadequado à verdade do que doutrinas extrínsecas que mantêm na Igreja apenas a unidade da repressão, a menos que seja a unidade da indiferença... Elas transformam a obediência da fé na fé da pura obediência.”

A verdade nunca é adequadamente definida: “Tal como ontem, quando no estado pré-teológico, não estamos hoje e nem estaremos no futuro de posse de uma perfeita teologia da Igreja... Tal Utopia não se adéqua à natureza nem da verdade revelada nem da inteligência humana...” De fato, a verdade consiste no poder da inclusão, independente do que seja isto! “Esse espírito, que dá o tom e a orientação de todo o seu trabalho, é o da plenitude, da totalidade, a ponto de o poder de inclusão se tornar o caráter primordial da verdade.”

A unidade é obtida por meio da tradição, que é completamente redefinida. Ela é uma entidade “concreta e vivente... que se torna real em conformidade com as necessidades de cada época e que também preserva a verdade revelada.”

“O rio da Tradição não pode nos alcançar se seu leito não é perpetuamente limpo da velha lama e areia.” A “Tradição viva” de de Lubac, que ele descobriu em Blondel, é um retorno à “lei da vida” de Loisy, pela qual a Igreja é deformada e transformada para se tornar sua própria e mais perfeita contradição. A Tradição viva hoje rotula como falsa a verdade de ontem, e a verdade de hoje é o que então era falsidade.

 
O Ecumenismo e a Igreja Ampla de Congar

A Congar devemos a maior parte do esquema da Lumen Gentium. A identidade entre o Corpo Místico e Igreja visível e hierárquica é mencionada de modo positivo, mas isso de forma nenhuma implica o sentido exclusivo que é encontrado em Pe. Tromp: “isso permite a inclusão do famoso ‘subsistit in’ no item 8, descoberta modesta mas decisiva que constitui a substância deste item.” Congar, por exemplo, alega que as igrejas separadas pertencem à Igreja de Cristo – heresia pura.

Onde o magistério tradicional tratou da natureza da Igreja, Congar fala, ao contrário, de mistério e sacramento da Igreja; onde Pio XII define a noção de adesão ao Corpo Místico de Cristo, Congar inseriu a vaga noção tyrreliana de “comunhão do Povo de Deus.” Por quê? Porque alguém é ou não é membro de um corpo, mas é possível estar em mais ou menos comunhão. Em outras palavras, Congar reinterpretou o conceito absoluto de Igreja para que ele se tornasse um termo “um-número-que-serve-a-todos” que pudesse ser aplicado a qualquer grupo religioso. “A Igreja sempre existiu como uma instituição e coisa feita a partir de cima, desde Cristo e os apóstolos. Ela precisava ser refeita e, para isto, precisava ser reinventada como um povo.” Há uma necessidade de reforma para evitar a tentação de se tornar “Sinagoga”, porque “O corpo da Igreja cresceu, mas não sua pele. Então, poderia haver um rompimento. O que são questionáveis são certas características do aspecto temporal que o cristianismo recebeu de um outro momento histórico.” Curioso é que Congar está usando a mesma imagem de 40 anos atrás, criada pelo modernista inglês Tyrrell. Entre a ampla Igreja de Cristo e a salvação universal há apenas um pequeno passo. “Hoje ninguém pode alegar que a razão das missões seja salvar alguma alma do Inferno. Deus as salva sem que elas conheçam o Evangelho. Do contrário, todos teremos de ir para a China.”

 
Rahner e a Colegialidade da Igreja

Colegialidade era outro emblema dos modernistas. Era uma ideia lançada por Rahner, que tinha o apoio da onipotente coalizão do Reno. Este tipo de governo, como entendido pelos esquerdistas, teria feito o papa igual os bispos – primus inter pares, segundo uma tese formalmente condenada. Rahner definira a colegialidade como o destronamento do papa e a democratização da Igreja. Incidentalmente, ele era membro de uma subcomissão que rejeitou sumariamente o legítimo desiderato dos padres conservadores. E, apesar da Nota Explicativa Praevia que excluía a interpretação herética, os esquerdistas estavam jubilantes. Congar declarou que a Igreja teria vencido sua Revolução de Outubro! De fato, parece que depois do Vaticano II, o papado tem sido vítima de esclerose múltipla, virtualmente à mercê de superpoderes de algumas conferências episcopais, que determinam a agenda de Roma Urbi et Orbi.

O Impacto dos Três Teólogos

Há poucas dúvidas de que os três teólogos formularam os princípios teológicos da Igreja conciliar. João Paulo II louvou de Lubac ao fazê-lo cardeal “pelo longo e fiel serviço que este teólogo prestou, usando o melhor da tradição católica em sua meditação acerca das Escrituras, a Igreja, e o mundo moderno [sua Gaudium et Spes].” Congar foi também premiado com a púrpura cardinalícia. E uma das principais surpresas do Reno se Lança sobre o Tibres é que o autor considera Rahner como a autoridade mais influente, talvez a decisiva, por trás de muitas das inovações do Vaticano II. Segundo o próprio Congar, “A atmosfera era a de que: ‘Rahner dixit, ergo verum est.’ ” Que os Céus nos ajudem a encontrar um caminho cristão que nos liberte do presente labirinto, armado por tão poderosas mentes.


[1] O sobrenatural é  “absolutamente impossível e absolutamente necessário ao homem.” (Blondel, Action, p. 357. Cf. Wagner, Henri de Lubac, p. 87). De Lubac, como Blondel, alegava que Deus não poderia ter criado a natureza sem ordená-la ao sobrenatural (in The Angelus, Dec. 1993, p.18).
[2] De Lubac, in Mémoires autour de mes œuvres (Milan: Jaca Books, p. 10) citado in The Angelus, Dec. 1993, p.18.
[3] Ibid, p. 192
[4] In Leprieur, Quand Rome Condamne (Paris: Plon-Cerf, 1989), in One Hundred Years of Modernism (Kansas City: Angelus Press, 2006), p. 243.
[5] Fabro, La Svolta Antroplogica de K. Rahner, textos escolhidos por Innocenti, Influssi Gnostici nella Chiesa d’Oggi, p. 48.
[6] De Lubac, Cathlicism, p. 189; cf. Courrier de Rome, La nouvelle Théologie, p. 103; João Paulo II, Redemptor Hominis, 8, 2. Ver também Théologies d’Occasion, p. 68; Gudium et Spes 22,1;
[7] “L’Ahtéisme e Le Sens de l’Homme”m o. 96-112, in Wagner, Henri de Lubac, p. 92.
[8] “O problema é que nós nunca sabemos se o que ele fala ou escreve corresponde ao que ele pensa.” Cf. Mémoires, p. 70 e 296.
[9] La foi Chrétienne, Paria, Aubier-Montaigne, 1969; in Wagner, Henri de Lubac, Cerf 2001, p. 55.
[10] Méditation sur l’Église, tradução para o inglês de Michael Mason, The Splendor of the Church (San Francisco, CA: Ignatius Press, 1986), p. 27; cf. Wagner, Henri de Lubac, p. 166.
[11] V. Carraud, in Wagner, Théologie fondamentale, Cerf 1997, p. 157.
[12] La révélation divine, Cerf. 1983, p. 173.
[13] Paradoxes (Paris, 1959), in Wagner, Henri de Lubac, p. 139.
[14] Ratzinger, Osservatore Romano, 2 de julho de 1990, p. 5. “Seu núcleo permanece válido, mas os detalhes individuais afetados pelas circunstâncias do tempo podem precisar de retificações adicionais.”
Le Concile de Vatican II, Beauchène, Paria, p. 134 e 18.
[15] Tal é a opinião do Cardeal Ottaviani, in Courrier de Rome, Église e Contre-Église, p. 123. Sobre a oposição entre os cadeais Ottaviani e Bea antes do Concílio, ver Courrier de Rome, Église e Contre-Église, p. 122-123.
[16] Lumen Gentium n. 1.
[17] Tyrrell foi um renomado modernista inglês.
[18] Congar, Une Vie pour la Vérité, p. 149.
[19] Jalons pour une Théologie du laïcat, Unam Sanctam 23 (Paris, Cerf, 1952), p. 81.
Vraie et Fausse Réforme dans l’Église, Unam Sanctam 23 (Paris, Cerf, 1953), p. 186.
[20] “O catolicismo é o paganismo cristianizado ou religião mundial, e não o judaísmo cristianizado do Novo Testamento... Isso é uma completa libertação e um ganho espiritual – uma troca de uma roupa apertada para uma elástica.” In One Hundred Years of Modernism, p. 140-41.
[21] Jean Puyo, Jean Puyo Interroge Le Père Congar: Une Vie pour la Vérité (Paris: Centurion, 1975), p. 175.
[22] João Paulo II na morte de Henri de Lubac, Osservatore Romano, edição inglesa, 9 de setembro de 1991, p. 16.
[23] “Rhaner falou, então é verdade.”